navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L1 2Sm 24, 2. 8b-17; Sl 31 (32), 1-2. 5. 6-7 Ev Mc 6, 1-6
Na Memória de São João Bosto

Continuamos a contemplar em Jesus um Deus que não se contenta em que sejamos criados à Sua imagem e semelhança, mas também quer ser semelhante a nós. Em Jesus, é “filho” de um carpinteiro e quis ter uma família. No entanto, alguns só queriam um deus distante e magestático, projetando n’Ele a sua ânsia humana de omnipotência. Por isso, desprezaram Jesus, pela forma como Se apresentava.

A história do Povo de Deus mostra-nos que Deus, ao perdoar o Povo dos seus pecados, aproxima-se e aproxima-nos e torna-se mais familiar. Não mais distante e superior. O ser humano calcula sempre as distâncias com Deus ─ e, por isso, usa a mesma estratégia com os outros seres humanos ─ com calculismo. Superior não significa ser distante e inferior não significa ser pior.

Por isso é que o Santo Padre, ao nos convidar a rezar neste mês de fevereiro pelos doentes terminais, nos alertou para o facto de haverem duas palavras que, por vezes, confundimos indevidamente: incurável e in-cuidável.

Casas como a das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, como a Fraternidade O Poverello ou como as casas de acompanhamento de jovens órfãos que São João Bosco fundou são um sinal evidente de que a familiaridade em Jesus Cristo é imprescindível para cuidar e educar.