navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Is 40, 1-11; Mt 18, 12-14; Comentário inspirado em VV.AA. Comentáros à Bíblia Litúrgica, 890-891.

O denominador comum das parábolas de Jesus sobre a misericórdia é espalhar a alegria do Pai pelo encontro e pelo perdão. Jesus age em conformidade com a atuação de Deus, o Pai não atua de maneira diferente que Jesus. A conversão de um pecador causa grande alegria no céu. Deus é assim!

Enquanto que em Lucas o foco de atenção é a alegria, em Mateus é “os pequeninos”, quer dizer os discípulos ou os crentes, dos quais Deus não quer que nenhum se perca. Na verdade, também eles se podem transviar por enganos ou seduções que os afastem de Cristo.

É curioso que Mateus reserve a palavra conversão para o ato inicial de aproximação a Deus, atrevendo-se aqui somente a falar da procura e encontro com o que se perdeu. Ele quer ensinar os dirigentes da Igreja o comportamento a adotar para com os caídos e os que estão em risco de cair: hão de imitar a atitude de Deus, que «não quer que a morte do pecador, mas que se converta e viva» (Ez 18,23), que não quer que se perca nada do que Lhe pertence (Lc 19,10; Jo 3,16).

A versão de Lucas ajuda-nos a confirmar que a função de ligar/desligar entre a terra e o céu que Jesus deu aos Apóstolos, Ele próprio a iniciou na sua vida pública, ao dizer «haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não têm necessidade de conversão» (Lc 154,7).