Dn 1, 1-6. 8-20; Lc 21, 1-4
A liturgia da Palavra da Solenidade de Cristo Rei já nos colocou na “prancha” para podermos vir a dar o salto ideal para o mergulho no mistério do Nascimento de Jesus.
Jesus aproveitou uma cena da vida quotidiana junto ao templo para transmitir uma mensagem universal, com as seguintes caraterísticas:
1) O donativo que é agradável a Deus, como o da pobre viúva, é o que se dá na profundidade do ser do doador, sempre com uma percentagem de risco e não de mero descargo de consciência. Na verdade, diante de Deus nunca ninguém cumpre o que devia, mas o que vai para além das suas forças.
2) Não se trata de dar só bens materiais, mas de dar a própria vida com fé. Neste sentido, quem tem mais pode dar-se menos (o rico) e quem tem menos pode dar-se mais (a viúva).
3) Os atos religiosos de partilhar bens materiais para as necessidades da Igreja são tão mais valiosos e justos quanto mais forem sinceros, ainda que a partilha seja pequena. Daqui redunda a responsabilidade de quem gere os bens comuns deve prestar contas.
4) Mais do que dar o que sobra é importante dar o que se é, aquilo que nos custa ganhar, porque é perdendo a vida que se virá a ganhar (cf. Lc 9,23-25). Uma doação material, feita com fé e consciência de que é preciso para o bem comum, permite que Deus Se doa a partir de nós. Não é para nós ganharmos, mas para que a comunidade ganhe, é para que o plano de Deus a nosso respeito ganhe a partir dó nosso contributo.
