navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Rm 11, 1-2a. 11-12. 25-29; Lc 14, 1. 7-11

Jesus leva muito a sério o convite para confraternizar à mesa. Tanto que escolheu este ambiente para lançar a base do seu ministério pascal, com a instituição da Eucaristia na última ceia. Na sua forma de participar nas diversas refeições para que é convidado, a atitude de Jesus traduz o que será o banquete escatológico do Reino glorioso. Hoje sublinha-se a humildade com que se deve participar e um sinal da mesma ou da falta dela é a escolha o a busca do lugar a ocupar. O ser humano não é grande pela honra ou pela grandeza. A vida ganha-se ao serviço dos outros; a vida verdadeira é sempre expressão do dom recíproco da vida que se dá aos outros e recebe dos outros.

Mais do que a retribuição, Jesus sublinha a importância da justificação. Enquanto que a retribuição converte o mundo num negócio para mim, a justificação faz da experiência no mundo a realização do bem como valor em si para os outros. Damos neste mundo, para receber no outro. É assim que Jesus ensina e faz.

Jesus convida-nos, assim, a superar todo o egoísmo que nos coloca no centro. Quem busca apenas vantagens perde-se como ser humano. A “cátedra” de Jesus é a cruz, onde entrega toda a sua existência por toda a humanidade. E é por Ele que podemos encontrar a grandeza da vida eterna, se O imitarmos. Cristo recuperou na glória que o Pai Lhe deu a vida que entregou por nós, na sua morte. Portanto, o que na nossa vida sai plenificado é o que perdemos em favor dos outros.

O Apóstolo Paulo continua a desabafar connosco sobre a sua angústia pela forma como os israelitas lidam com a novidade do Evangelho. Ele gostaria de se oferecer como anátema, quer dizer, como maldição para os salvar se fosse preciso. Fez como aquele Cardeal Cardeal Pierbattista Pizzaballa fez ao oferecer-se para ser trocado por crianças reféns em Gaza: “Estou pronto para uma troca, qualquer coisa, se isso puder levar à liberdade e trazer as crianças para casa. Não há problema”. Deus é o único que tem poder para aproveitar o que está por detrás das guerras para salvar a humanidade. Ainda que Israel não mereça, os seus antepassados acolheram a promessa que pelos gentios o Senhor alargou a toda a humanidade.