navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

2Tm 4, 9-17b; Lc 10, 1-9 ─ Na Festa de São Lucas

Neste dia em que celebramos a Festa de São Lucas, cada vez mais os atos da guerra nos assustam, não só pelos danos causados ao ser humano, mas também pelos estragos causados aos ambientes e serviços que albergam e cuidam a vida. A acrescentar a este padrão de mal incompreensível e injusto, observamos que a vontade desenfreada do egoísmo se vingar vemos que os seus projéteis acabam por danificar os espaços de quem os envia, acabando no malefício colateral da morte de inocentes.

No Evangelho de hoje, Jesus indica o percurso da paz com as condições que a concretizam e/ou caracterízam:

1) É uma missão solidária (“dois a dois”);

2) É um bem para todos (“a seara é grande”);

3) Implica simplicidade e objetividade (“não leveis…”, “não vos demoreis…”);

4) Envolve a proximidade (“quando entrardes…”);

5) É gratuita ou é cautelosa (“repousará sobre eles” ou “ficará convosco”);

6) É recíproca (“comei do que vos servirem”);

7) Proporciona a cura (curai os enfermos);

8) É boa profecia (“dizei-lhes: está perto de vós o Reino de Deus”).

A verdade do amor de Deus leva-nos mais longe do que a mentira do egoísmo dos homens. Na confusão da guerra perdemos todos. Só a verdade liberta por caminhos de paz e de justiça.