Dt 8, 2-3. 14b-16a; 1Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58
A Solenidade do Corpo de Deus que celebra a Eucaristia, centro e fonte da vida da Igreja. Aproximai-vos com frequência e com devoção a Jesus, Pão da vida, que doa força, luz e alegria, e Ele se tornará a fonte das vossas escolhas e das vossas ações.
Papa Francisco
A Solenidade do Corpo de Cristo coloca ao centro o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo que inundou a vida da Igreja com a graça imensa de um alimento salutar que como memorial da paixão nos sustenta pela entrega do Redentor. Esta celebração recorda a noite de Quinta-feira Santa em que Jesus Cristo, com os seus discípulos, nos deu a sua própria vida, oferecendo o seu Corpo como Pão e o seu Sangue como vinho. No altar da redenção, a Igreja continua a atualizar este mistério profundo que gera vida, renova os corações, dando a força necessária para as situações diversas a confrontar e a certeza da salvação. À volta desta mesa, que nos convida à fraternidade e comunhão, elevamos hoje o mais sincero louvor e ação de graças por tão generoso, abundante e precioso alimento de salvação. A Eucaristia faz-nos permanecer no autor da vida, faz-nos passar de uma vida limitada para uma vida sem fim e nos faz saborear o gosto eterno do fruto mais poderoso, amável e necessário para a nossa salvação.
No seu recente livro “A Eucaristia, o Sacerdócio e Jesus, o Filho” (Paulus, 2022), D. António Couto afirma que a Eucaristia é fundamental para aprendermos a encher a nossa vida de Bondade e de Bem: bendizer ou dizer bem, pensar bem, querer bem. Só assim, e não de outra maneira, se pode mudar a vida e o mundo. (…) A Eucaristia é uma escola nova, em que é urgente a gente matricular-se.
Convinha que se corrigisse quanto à celebração da Eucaristia ─ que na verdade é única quanto à fórmula e princípio ativo ─ que se corrigisse toda a espécie de mercantilização e totemização, como se de um ato mágico se tratasse. A Eucaristia é total, quanto ao poder total de Presença do seu autor, não obstante a limitação dos participantes. Não é prémio, mas remédio no caminho! (cf. Papa Francisco). A participação numa celebração da Eucaristia que não seja para receber e dar é como se fosses em vão, consumo pessoal para obesidade espiritual que impede de participar no único modo missionário de ser da Igreja.
