navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Tb 1, 3 – 2, 1b-8; Mc 12, 1-12

Hoje celebra-se civilmente o Dia Mundial do Ambiente. É evento anual que tem como objetivo assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de salvar o ambiente. Todos os anos, as Nações Unidas apresentam um tema, que serve de ponto de partida para o desenvolvimento de ações de celebração do Dia Mundial do Ambiente em mais de 100 países, com variadas atividades programadas em função desse tema.  Os eventos visam apresentar novas formas e métodos de preservar o futuro da humanidade, seja através de ações individuais do cidadão ou coletivas. Nas escolas esta data assume especial importância, com a chamada de atenção para a preservação do meio ambiente junto das crianças. Este dia puxa assim pelas pessoas, estimulando o desenvolvimento de ações que causem um impacto positivo no meio ambiente.

Este ano, a ONU propõe o tema soluções contra a poluição plástica. O seu secretário-geral defendeu a construção de um futuro mais limpo, saudável e sustentável. Para ele, o mundo tem que combater o problema de “consequências catastróficas”.

Não é de todo descabido refletirmos, à luz do Evangelho de hoje, que o Criador nos “arrendou” esta vinha que é o nosso planeta, que o Papa Francisco nos habitou a chamar de “casa comum”. E todos os que querem defendê-lo para o bem da humanidade, frequentemente, são banidos, seja por acusação de falsas razões ideológicas, seja por populismo. Respeito é o sonho do Dono desta Vinha para os seus filhos. Só a partir deste respeito poderemos entrar numa economia de comunhão, seja de bens materiais (quanto à sustentabilidade terrena), seja de bens espirituais (quanto à eterna longevidade).

Não andamos só a “emplastificar” a vida física; por vezes, também se “emplastifica” a vida espiritual, a começar pelo âmbito das relações humanas nas quais se deve espelhar ou confirmar a relação com Deus. A atitude pedagógica de Jesus para com os sacerdotes, os escribas e anciãos vem de longe: começou pela consideração do mau-uso do Templo, que Jesus “chicoteou”, levando a que fosse questionado quanto à sua autoridade. A Palavra de Deus de hoje ajuda-nos a compreender que o que está a acontecer com a Casa Comum relaciona-se com o que está acontecer com o Povo de Deus: não se respeitando os vínculos importantes entre as pessoas leva-se a que as suas atitudes e hábitos se deterioram, procurando-se, depois, o preenchimento do vazio através da tendência do descartável.

É curioso que os mercados antigos obrigavam a uma maior relação entre pessoas, encontrando-se quase tudo à distância de uma pergunta e quase tudo era tirado de uma caixa, pesado numa balança e pago consoante o que uma pessoa precisasse. Hoje, os hipermercados quase que excluem a hipótese de uma conversa com um humano, encontrando-se todas as unidades embaladas com o famoso plástico, que obrigam a comprar mais do que é preciso.