Na solenidade de Cristo Rei contemplámos que o Reino de Jesus um “Reino de verdade e de vida, de amor e de graça, de verdade, justiça e paz” (Prefácio da Missa). A justiça sobressai no Evangelho deste dia, em que Jesus Se apresenta como Juíz que, um dia, à porta para nos acolher, juntamente com a nossa oferenda de vida.Percorrendo esta aventura da vida, temos a portunidade de crescer, com a ajuda da pedagogia exigente e amorosa de Jesus. A pessoa humana pode adaptarse a variadíssimas circunstâncias: frio, calor, intolerâncias diversas… No entanto, nunca se irá conformar com uma coisa: a injustiça. Esta danifica uma das faces do amor, a justiça. A injustiça está por aí muito subtilmente escondida por detrás de muitos actos humanos e alguns deles mascarados de solidariedade…
É urgente, neste advento da humanidade, até à última vinda de Cristo, a vivência e o anúncio da Justiça do Reino. De facto, quem como Jesus Cristo, Rei, poderá julgar a humanidade com verdadeira justiça? Mas, como seus seguidores, poderemos buscá-la, crescer nas suas exigências. Podemos começar com a perspectiva de vida.

A Praça de S. Pedro, em Roma, é extraordinariamente ornamentada e protegida com dois “braços” de colunas, cada um com quatro filas de quatro. É a colunata do famoso Bernini. Para cada braço existe um ponto marcado na Praça a partir do qual o peregrino ou o turista poderá ver somente uma fila de colunas. Todas as outras ficam extraordineriamente escondidas por detrás umas das outras. Parece-me que a justiça é assim: quanto adoptamos um ponto de vista o mais centrado nos valores do Evangelho, esse ponto de vista permite-nos aprender a “ordem da justiça” que não é outra que a “ordem do amor” (ordo amoris, Sto. Agostinho). Enquanto a contemplamos aprendemos, enquanto aprendemos vivemos, uma vez que a vivemos anunciamo-la.
