Esta circunstância leva-me a propor-te, caro(a) leitor(a), a seguinte reflexão: também em nós existe um “dentro” e um “fora”, um interior e um exterior, o real e o aparente. Celebrar as duas basílicas é celebrar a nossa pessoa na globalidade. Nunca será demais velar pela proximidade destas duas “basílicas”, que em Roma estão mesmo próximas, às distância de um muro. Assim, também o nosso interior e o nosso exterior está dividido por um “muro”, uma fronteira entre foro interno e foro externo, que medeia o real e o aparente.
O desafio da vida cristã e da vocação poderá estar em aproximar estes dois mundos, fazer que o nosso mundo interior se aproxime do exterior e vice-versa, porque ambos, são ao mesmo tempo canal da graça de Deus, assim como, possivelmente, veículos de insanidade.
Soam ainda vozes de pessoas que dizem: “olha a forma daquele se vestir…”, “olha o desarrumado… e o que irá lá pelo interior?…”
Bem, deixemo-nos de coisas e digamos também: e aquele que é arrumado por fora e desarrumado por dentro? E o que é “vice-versa”? O que será sinal de sanidade e insanidade?! Feliz de quem é transparente: tem os canais de comunicação desentupidos! Mostra o que é! E o importante é, como filho de Deus, ser livre!
Todos temos duas basílicas. Há que as celebrar em conjunto, mantendo-as em diálogo de integração! Para a unidade de vida!
