No post anterior reflectiamos sobre o chamamento universal à santidade, tema provocado pela celebração de Todos os Santos e fiéis defuntos. Desta vez, pergunta-se: como podemos, então, entrar em união com Cristo, já que esse é o desafio mais natural dos que crêem n’Ele?Tradicionalmente, na ciência da Vida Espiritual (Espiritualidade), são apresentados dois modimentos que nos põem em contacto com Deus: a mística e a ascese. Na mística, o homem exerce a passividade, não faz nenhum esforço para estar em contacto com Deus, já que Ele Se oferece ao ser criado. Na ascese, o homem entra em actividade, faz esforço para procurar ver Deus e compreender o seu ser e vontade.
Aqueles dois movimentos podem-se traduzir nas seguintes atitudes, mais fáceis de compreender e que já acontecem na linha da prática, basta dar-lhes mais consistência:
1. A apropriação: o homem apropria-se de um dom já dado, como por exemplo os Sacramentos, uma Amizade, um acontecimento feliz ou oportuno… O que ele precisa de fazer é tomá-lo, receber abertamente os benefícios que daí advêm. S. Bernardo costumava dizer: “O que me falta, eu vou buscá-lo ao lado aberto de Cristo”. Ele falava mesmo de “usurpar” a graça que já está disponível para todos nos Sacramentos, qua são uma fonte aberta, de que a Igreja não cessa de distribuir.
2. A imitação: nesta atitude, é necessário dar um passo. Diante daquela oferta, é preciso assimilar, digerir, “ruminar”, tomar como próprio no pensamento, nos gestos, na acção, nas decisões, na vocação. S. Paulo fala dos baptizados como os que são “santos por vocação”. Esta definição de cristãos tem implícita a missão de crescer na santidade.
Estar unidos a Jesus Cristo por apropriação e por imitação!
