navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Para qualquer cristão surge cada vez mais a questão de como se há-de conjugar a espiritualidade, de forma a sentir-se cada vez mais vivo espiritualmente. Hoje, concretamente, vão surgindo novas tendências a que se poderão chamar “espiritualidade do genitivo”, isto é, fundada sobre a declinação de aspectos específicos da vida cristã: “espiritualidade eucarística”, “espiritualidade diocesana”, “espiritualidade pastoral”, “espiritualidade mariana”, etc.

Qual será, portanto, a autêntica espiritualidade, aquela que poderá ajudar o cristão a ser melhor cristão? A verdadeira espiritualidade do cristão só pode ser alimentada e vivida através do cumprimento do seu dever como cristão e mais concretamente a partir da vivência da sua vocação específica: se é leigo a partir do seu ser laical e/ou matrimonial, se é religioso(a) a partir da sua consagração, se é presbítero a partir do cumprimento do seu ministério.

É o exercício diário do ministério e vocação para os quais Jesus escolheu cada um dos cristãos que se pode alimentar e viver uma sã espiritualidade. Enfim, o centro desta espiritualidade é sempre Jesus Cristo, como o foi para S. Paulo na sua caminhada de Apóstolo. Hoje em dia, com a vontade da frescura da novidade, os cristãos correm o risco de perder a relação com aquele Centro da Espiritualidade Cristã. Podemos tematizar a experiência da vida segundo o Espírito. No entanto, não a podemos desligar do seu Centro e fundamento.

A Palavra, os Sacramentos e a Caridade constituem a tríplice força para nos orientarmos para aquele Centro, mesmo que a vivência da espiritualidade nos ofereça muitas formas de O contemplarmos e seguirmos.