Mas somente sobe àquela “varanda” donde se contemplam as maravilhas de Deus quem quiser fazer-se pequeno para entrar na “porta” que le dá acesso. O olhar dos “adultos” vê tudo muito pequeno, por causa da desmedida ambição pelas coisas… O olhar de uma cricança vê tudo muito grande e possui esta grandeza, porque gosta com o seu coração. O “adulto” tenta conhecer antes de gostar do objecto da sua admiração. O adulto, se racionaliza muito, pode deixar de gostar, pois o acto de gostar e admirar não parte da razão. Ou se gosta ou não se gosta!
Mas daquela “porta” pequena à “varanda” que mostra “coisas grandes” há um processo de descida que medeia aquele processo de “subida” e contemplação. Alguns santos a quem foi dada a graça da experiência mística, percorreram este processo de desnudamento e procura que os implicou no esforço e amor pessoal e concreto pelo Objecto procurado.
Podemos todos ir ao “Portugal dos pequenitos” (em Coimbra) através no caminho pessoal de vida espiritual. Fez-me bem ter lá ido quando pequeno. Essa experiência ressoa como uma campaínha dentro deste percurso até lá: aquele lugar ou estado em que a “forma” de Deus conforma esta “matéria”; lá, num simples olhar de uma criança!
