«… e não as vossas vestes»
– Como?
«convertei-vos ao Senhor, vosso Deus»
– Porquê?
«porque Ele é clemente e compassivo,
paciente e rico em misericórdia.»
O coração de uma cirança é totalmente dependente do amor dos pais; o coração de um adolescente é totalmente dependente da mudança; o coração de um jovem é totalmente dependente do futuro; o coração de um casal é totalmente depentente um do outro; o coração de um idoso é totalmente dependente do que semeou no passado; e o coração de uma pessoa madura (entendendo esta em processo dinâmico) é interdependente.
Quando estas “estações” do coração não acontecem, cada uma com o seu pulsar, então é porque qualquer “colesterol” se infiltrou nas suas cavidades. É preciso mudar qualquer coisa no estilo de vida para que o pulsar deste “coração” – centro global dos princípios mais importantes, emoções, decisões – volte à normalidade de cada idade ou estação da vida. Há que evitar, pois, que aconteça a necessidade grave da intervenção com “bypass”, embora mesmo este seja possível, com a graça de Deus, não sem um duro deserto humano.
Não há que assustar que a linha normal da vida, no que respeita à saúde deste “coração” – centro vital do homem em todos os sentidos (humano, espiritual, psíquico…) – algumas vezes não seja linear. É-nos dada de vez em quando a oportunidade de recorrermos ao “cardologista”, o melhor que se conhece, aliás, o único: Aquele que é «rico em misericórdia».
S. Pedro Crisólogo sugeria, numa das suas homilias: «Homem, sê para ti mesmo a medida da misericórdia». Aqui está! Também podemos colaborar a que os nossos “problemas do coração” se resolvam e, pelo menos, não façam estragos nos corações dos outros. O mesmo Santo, quando exorta à tríplice prática da quaresma, sugere que a esmola seja expressa atrevés do dinamismo da misericórdia.
É uma verdadeira “esmola” para os outros ser misericordiosos!
A quem é difícil dar esmola materialmente, comece por experimentar esta, a primeira de todas as esmolas da história da salvação.
