navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Os sonhos são das realidades mais misteriosas da pessoa humana.
Refiro-me aos sonhos que o sono profundo possibilita a que o nosso cérebro não deixe de funcionar durante a noite; e os sonhos de “olhos acordados”. Ambas as formas de sonhar, uma inconsciente e outra consciente, são uma componente misteriosa e fundamental do ser humano.
Atrevo-me a dizer que aquela forma inconsciente nos remete para a memória do passado, lá onde foram registados os factos, gostos e desgostos, elementos que entram em confronto quase sempre não lógico. Aquela outra forma mais consciente de sonhar remete-nos para a possibilidade de um futuro melhor (quem não deseja um bom futuro?!).
Talvez esta capacidade de sonhar “acordados” seja um mecanismo mais ou menos consciente para resolver aquele confronto ou conflito travado no inconsciente. Na verdade, embora o homem não se dê conta das forças do inconsciente a não ser através de uma auto-análise séria, aquele inconsciente acabará sempre por influenciar, positiva ou negativamente, a sua vontade consciente.
No entanto, diante do olhar da fé, existe Deus que está diante do homem; melhor: está no seu interior, agindo através dos dinamismos da sua psicologia (e não só no corpo e no espírito!), ditando-lhe a sua mensagem, muitas vezes subtil, através desta capacidade de sonhar acordados. Por isso é que o silêncio é muito importante: para perceber a mensagem do homem e a mensagem de Deus, para que, no confronto entre o interior e o exterior, aconteça o diálogo entre Deus e o homem.
Assim, num sonho, José, esposo de Maria, perguntou e Deus respondeu!
E Aquele a quem iria pôr o nome de Jesus nasceu!