A paz interior é como o claustro de um mosteiro, onde os seus elementos arquitectónicos servem de metáfora para que aquela paz, como dom gratuito de Deus, não se perca mas seja defendida:
O tecto aberto: à luz da Palavra de Deus e à chuva das suas graças;
O poço e a água: o disernimento contínuo e profundo e a lucidez que dele advém;
As plantas de folha perene: a perseverança;
Parece ser uma semente, a paz que o bom Deus dá. Deve ser defendida e alimentada dentro desse santuário interior, através da lectio divina e da lectio humana, e confirmada pelas obras da caridade. Se esta caridade alegrar a vida dos que moram à nossa volta, então aquela paz é verdadeira e autêntica, pois tende regressar para Aquele que lhe deu origem, embora por outro caminho!
