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Visite Viterbo!

Um lugar que nos transporta para épocas remotas ao nos depararmos com a ausência de mupis publicitários.
A catedral onde os portugueses poderão encontrar os restos mortais do único Papa português, João XXI.
(Clicar na imagem para ver as fotografias.)

Felizes os que acreditam…

… sem terem visto!
Continuamos a escutar Oggi Cristo ha vinto la morte. A Páscoa continua!
Este domingo ajuda-nos a renovar a nossa profissão de fé em Jesus ressuscitado através do testemunho de Tomé.
Ao mesmo tempo alegramo-nos com o 80º aniversário de Sua Santidade Bento XVI. Deus lhe dê muita saúde para nos continuar a ajudar na fé a repetir as mesmas palavras do apóstolo: “Meu Senhor e meu Deus!”
A continuação de uma boa Páscoa (até ao Pentecostes!)

«Tuto está consumado!»

Quer dizer…
É aqui que tudo começa!
Começa a Nova Criação,
Começa a Vida nova,
Nova oportunidade para buscar o Senhor,
não no túmulo, mas na Comunidade
que transmite a fé na ressurreição.
Façamos a “corrida” de regresso dos “túmulos”
do medo, triateza, desespero, incredulidade,
ao encontro da alegria, esperança, fé em Cristo ressuscitado.

Uma santa Páscoa (até ao Pentecostes!)
Escutamos, esta semana, Oggi, Cristo ha vinto la morte Hoje, Cristo venceu a morte

A pessoa não é um problema para resolver…

… mas um mistério a descobrir!

É um desafio este mistério, sobretudo para os educadores, estejam eles em que quadrantes estiverem. Quando a consciência nos começa a ditar o “exame” habitual sobre o que transmitimos ou não transmitimos e sobre a forma como o fizemos, convém não esquecer o seguinte critério de avaliação: de futuro não podemos contestar, na conduta dos educandos, a ausência dos valores que não receberam…

Educar, então, significará “tirar fora” os valores que se encontram dentro do sujeito, liderando um processo desde fora, mas que acontece dentro. Se pensarmos nestes termos, sem anular o efeito dos grupos e das comunidades, sentiremos que é mais importante a pedagogia da indução, ou seja, provocar que o valor se manifeste de dentro para fra do sujeito do que pela dedução que significará ditar os valores e esperar pacientes até que se manifestem.

Educar é ser referência, ou seja, referir valores, incutindo-os mais pela maneira de viver (o famoso exemplo) do que pela menção dos mesmos.

Boa sorte a todos os educadores. No final de contas, também podemos ser referência quando não corre tudo bem e assumimos os nossos erros!

Homenagem a Oscar Romero

«Jamais pregámos a violência. Dó a violência do amor, a que deixou Cristo cravado numa cruz, a que assume cada um para vencer os seus egoísmos e para que não haja desigualdades tão crueis entre nós.
É a vilência do amor, a da fraternidade, a que quer converter as armas em foices para o trabalho.»

Oscar Romero, 27 de Novembro de 1977

Como em cada ano, no dia 24 de Março, muitos cristãos e cristãs de todo o mundo recordam o assassinato de Oscar Romero. – Que tem a vida e a morte deste homem para ser para muitos “um homem de Deus cuja humildade e valentia chamam à conversão, ao compromisso, à acção?”

Voz entre dois silêncios

É assim que Maurizio Costa (S.J.) fala da oração cristã:

«O silêncio eterno do Pai de onde a voz parte e onde termina, e o silêncio do coração do homem, que a recebe e, através da força do Espírito, a restitui como dom de si sempre mais pleno» (Edizioni EDB, Bologna 1998).

São José

Servo do Pai,
Acolhedor do Espírito,
Olhou por Jesus.

Justo e casto,
Ocupado no trabalho, a
Sagrada família sustentou.
Esposo de Maria!

Miserere nobis

De Bob Hurd, escutamos Miserere nobis. A proposta musical desta semana acompanha-nos na meditação da “parábola do filho pródigo”, melhor chamada “do pai misericordioso” (cf. Lc 15,11-32).

Dois são os pólos que se evidenciam na parábola: o arrependimento do filho mais novo que decide regressar à casa do pai a longa espera, a alegria e a atitude festiva do pai. A atitude do filho mais velho também nos ajuda a concluir que se pode sair da casa do pai sem fisicamente se ter saído!

Aspecto importante será a memória da casa do pai que o filho mais novo retém no seu coração, cujo remorso lhe faz lembrar o verdadeiro caminho de regresso: o humilde arrependimento e a atitude concreta da conversão.

No entanto, esse não é o único aspecto da conversão! A atitude do pai que aguarda paciente a sua chegada, o seu abraço caloroso e a festa, fazem parte da conversão.

Existe a tendência, mesmo entre os cristãos, de conceber a conversão sublinhando a atitude do arrependimento do homem. Esta é um pressuposto, sim, mas não o único elemento a festejar! O amor do Pai que espera sempre e pacientemente por cada um dos seus filhos: um que sai fisicamente, mas mantendo um fundo fiel do coração; e outro que, não saindo fisicamente, revela enfim um coração incapaz de não entrar na casa da festa.

Ao homem não basta uma simples execução externa da vontade de Deus. Este divino Pedagogo pretende conduzir-nos à liberdade plena, à nossa identidade de seres livres, sem ter medo de uma liberdade que se caracterize por uma «autonomia dependente», capaz de escolher responsavelmente segundo o Seu coração e de estar diante d’Ele passivos e ao mesmo tempo activos na construção do Seu Reino1.

Modelo de Filho é Jesus Cristo: saiu da casa do Pai, sem deixar o coração do Pai; permaneceu no Seu amor, aceitando a missão de se identificar com os pecadores, sem, no entanto, se identificar com o pecado2.

Neste dia em que a liturgia quaresmal nos convida à alegria, olhemos só para a frente, tendo assumido o passado. A Páscoa está próxima!

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1 Cf. Maurizio COSTA, Direzione Spirituale e Discernimento, Ed. ADP, Roma 2002, p. 46.
2 Cf. HEb 2,17.

Oração que confronta e cura!

        A oração dos salmos e toda a oração da liturgia das horas em geral, é oração que nos confronta verdadeiramente com a verdade. Sendo inspirada, como palavra de Deus posta na boca do homem, os salmos reflectem muitas situações da vida humana a caminho.

        Oração que confronta, porque umas vezes o salmista é o “homem ideal” a atingir, quando diz: «Tenho praticado a rectidão e a justiça» ou «eu sigo todos os vossos preceitos» (Sl 118). A boca de quem recita esta oração é veículo da resposta de Deus ao homem que, na mesma oração, se revela na sua debilidade, ao dizer «fiz o mal diante dos vossos olhos» (Sl 50) e a sua confiança na cura de Deus que aí se manifesta, pois «É firme a sua misericórdia para connosco» (Sl 116).

        Com a oração dos salmos, pode proporcionar-se aquele processo de mudança de vida através do mecanismo de defesa chamado “identificação projectiva” que é um «processo mediante o qual o sujeito se liberta de aspectos importantes do próprio eu “depositando-os” (isto é projectando-os) sobre o que acompanha, para depois se reapropriar daquilo de que se tinha libertado, mas em versão modificada, isto é, correcta e evangelizada pelo que acompanha»1.

        Ora, tratando-se de Deus ― a Quem dirigimos a nossa oração ― as nossas palavras pronunciadas são-nos retribuídas com um novo sentido de vida. Se um salmo o homem se expressa e sente limitado, no salmo a seguir ou cântico é chamado a sentir um novo caminho à sua frente no qual é convidado a dar um primeiro passo ou a perseverar. Esta consideração acerca do valor pedagógico da oração é ainda mais forte quando proclamamos a Palavra que é «como a espada de dois gumes» (Heb 4,12) e ao mesmo tempo segurança e luz para o nosso viver (cf. Lc 8,16ss).

        Esta dinâmica faz com que haja mais correspondência, em nós, entre o “bem aparente” e o “bem real”, ou seja: o bem que realmente sigo com a acção não é só uma ordem da minha mente, mas tem origem no coração; não é só exterior, mas também interior e… é permanente!

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1 Embora este mecanismo de defesa seja comummente classificado como negativo, aqui é descrito numa versão pedagógica positiva. Cf. A. MANENTI, Vivere gli ideali/1, fra paura e desiderio, EDB, Bologna 1988, p. 180.

Acompanhar no autêntico crescimento cristão

Pergunto se a maioria das pessoas que professam a sua fé e a celebram na liturgia (para não falar dos que crêem, mas que não praticam) já se deram conta que essa prática tem um objectivo muito próprio: crescer na identidade que significa ter Jesus Cristo como valor mais importante no centro das suas vidas; dando conta que essa prática não pode ser “de manutenção”, nem mágica, nem “de amuleto”.

Não são as qualidades físicas (do que se vê) que me dão identidade, mas o meu ser criado à imagem de Deus. É aqui que entra a questão do autêntico crescimento cristão, que implica a capacidade, da parte de cada crente, de assimilar os dados revelados a que temos acesso pela Sagrada Escritura e usá-los como “grelha de leitura”, como modo de interpretar a vida de todos os dias1.

Será assim que poderemos melhor propor uma actividade de acompanhamento vocacional: como obra de mediação (é Deus que chama e cada interlocutor individualmente responde!), conduzindo cada acompanhado (que se deixa acompanhar!) ao reconhecimento da verdade de si próprio a partir do fio condutor que liga os factos e as circunstâncias, às vezes banais e até contraditórias ― uma vez acolhidos e assumidos ― harmonizando-os com a Palavra de Deus.

Por mais actividades de promoção vocacional que se façam, sem um “dar as mãos” com a pastoral catequética, familiar, juvenil, etc., ― alinhando todos estes organismos e serviços num mesmo método que poderia aprender ou reaprender esta capacidade de ajudar os interlocutores de Deus a ler a sua história a partir da sua revelação de amor que chama em vista de uma resposta2 ― parece-me difícil que essa promoção vocacional tenha muita força!…

Para não terminar em tom de pessimismo ― mas passando do realismo à esperança ― dêmos ouvidos ao Espírito, primeiro protagonista do acompanhamento vocacional3.

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1 Cf. Roberto ROVERAN, Per un’efficace pedagogia: i colloqui de crescita vocazionale, in: Tredimensioni, 2/2004, p. 178.

2 Uma aplicação desta pedagogia sobretudo no acompanhamento vocacional poderá ser fomentada com o contributo profundo de A. CENCINI ao apresentar-nos o modelo histórico-bíblico (autobiografia), modelo mariano (aspecto genático), modelo Paulino (aspecto dinâmico) e modelo evangélico (tensão cristocêntrica) do dinamismo da fé, in: IDEM, I sentimenti del figlio, pp. 117-133.

3 Cf. Pastores Davo Vobis, 69.