padretojo.net

Estou no Google, logo existo!

Há dias, uma pessoa ao pé de mim “disparou” com esta máxima moderna que, como muitas outras, tira partido da força da antiga máxima cartesiana e revelam mais uma forma de existir.
Já não é novidade para quem costuma usar este meio de comunicação que o motor de pesquisa “Google” teve a sua aparição de forma a não terminar mais o seu sucesso no meio de tantos outros. Escrevo este post para os leitores que por aqui passarem, não directamente para fazer publicidade ao tão afamado motor de pesquisa que já me é muito útil no dia-a-dia, mas para partilhar um facto verdadeiro que e parece de grande relevo espiritual e propõe uma reflexão que me parece ser urgente na relação do testemunho de fé/evangelização e este meio de comunicação:
Como já repararam, este ousado “porto seguro” tem uma função principal que deu origem: ser também um “púlpito para escutar”. A razão de ser da perseverança neste serviço “virtual” de escuta dos dramas daqueles que utilizam este meio para procurar a solução para os seus problemas (numa percentagem que me ocupa algum tempo da semana a responder e alguma reflexão pessoal) é o facto de muitas das pessoas que “escuto” neste “púlpito” chegam até aqui através da pesquisa, no Google, da palavra “padre”. E não é uma nem duas, mais de 60% das pessoas que chegam a partilhar os seus dramas com urgência de serem atendidas.
Daqui tiro algumas conclusões, por ordem de importância:
1. Há muitas pessoas a precisar do padre como homem de Deus, a quem possam contar os seus graves problemas e de quem esperam uma resposta, no mínimo, de esprança;
2. Embora os Sacramentos não se possam celebrar através no mundo virtual, pois esta não pode substituir a presença real (cf. Igreja e a Internet, n. 9), no entanto a evangelização não pode hoje prescindir das novas tecnologias de comunicação, pois estas meritam uma espiritualidade própria, e o mundo, especialmento nas pessoas mais jovens, usa-as.
3. Este facto estatístico também revela um facto real: as pessoas procuram Deus de formas variadas. No entanto, a forma institucionalizada de acolhimento entrou em crise, ou seja, a disponibilidade dos padres para acolher as pessoas e escutar os seus problemas já não é a mesma, gerando-se uma situação onde a procura é maior do que a oferta.
4. Como escreveu o Rev. D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, aos seus sacerdotes em quarta-feria de cinzas, «Há necessidade de montar “consultórios” abertos, com liberdade na agenda, no coração e no relógio.» e ainda «As pessoas têm o direito de saber os horários de atendimento e de presença do seu pároco, em lugares acessíveis e disponíveis para a marcação de serviços, para um diálogo informal, para uma direcção espiritual, para a reconciliação fora dos dias e datas previstas e para outros eventuais contactos.» (ler mensagem completa).
5. Por fim, decido que vale a pena a manter, mesmo que pago (porque isto não é um simples Blog), este serviço pastoral de escuta/aconselhamento on-line, remetendo, quanto possível, as pessoas para formas mais reais e responsabilizadoras de resolver os seus problemas.

Perfuma-te mesmo!

Escutamos, esta semana, o Kyrie, eleison da Missa Ubi Caritas, de Bob Hurd.
É proposta para alegre meditação:

Recebemos as cinzas!
Ou vamos receber ainda.
Mesmo para aqueles a quem este gesto não diz muito, é bom lembrar: «És pó e ao pó da terra hás-de voltar!» (cf. Gn 3,19b)
Muitos ainda não sairam das cinzas do pecado.
Outros, não poucos, vivem nelas como condição de rejeitados.

Estamos a poucas semanas da celebração anual do Mistério Pascal.
Esta ocasião poderá servir, não para envolvermos mais uma vez a celebração mais importante do ano com gestos tradicionalistas que obscuram o acontecimento essencial da nossa história, mas para nos apresentarmos com o que somos diante d’Aquele que de uma vez por todas já resgatou a nossa humanidade daqueles males que nos oprimem.

Perfuma-te, pois, mesmo de perfumes!… (cf. Mt 6,17)
e de obras concretas de amor, de fraternidade e justiça.

Assim, a Páscoa,
não será mais um tempo passado;
mas o Tempo Oportuno que renovará substancialmente a nossa forma de viver,
ajudando-nos uns aos outros a levantar das cinzas para a Luz admirável da Ressurreição.

Uma santa Quaresma para todos os leitores que têm a simpatia de aportar neste «porto seguro».

Razões para escolher a vida

1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião.
2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”.
3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”.
4ª. O aborto não é um direito da mulher.
5ª. O aborto não é uma questão política.
Divulgue, testemunhe a vida!

Base de Dados Bibliográfica

Já está disponível a versão 2.0 da “base de dados bibliográfica” para ser usada com o programa FileMaker Pro 7/8. Adquira na página de downloads.

A vida é sempre já

Porque a vida é Vida
No primeiro momento,
Cada instante é tempo
Para se acompanhar.

Porque quem começa
Tem direito a continuar,
Que se aceite e recomece
e nunca recusar.

Refrão: És tu, sou eu
Vivemos e sentimos
És tu, sou eu
De facto, existimos
a Vida é sempre já!…

Porque a Vida na vida
Jamais pode parar,
Porque o amor resolve
Tudo o que se tem a dar,

Que não seja indiferente
Com aquele que se sente
Lá no fundo, um olhar
Que no mundo há-de amar.

Refrão: És tu e sou eu
Desde aquele instante
És tu e sou eu
Aquele que garante:
a Vida é sempre já!…

A música para esta semana é da BANDA JOTA, que canta a vida em “Guard’a Vida”. Parabéns, Banda Jota!

«Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem…» (Lc 4,21)

«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» (Lc 18,19)
Foi esta Boa Notícia que proclamámos neste 3.º Domingo do Tempo Comum.

Convido os estimados visitantes a escutar e a meditar na proposta musical para esta semana: Abre o jornal, do grupo SALDATERRA.
Ser livre a partir do cumprimento da Paladra de Deus: eis o recto caminho que Jesus veio anunciar na sua Pessoa. Não tenhais medo! Jesus não tira nada, dá tudo!

Membros…

São só pequenos membros a crescer,
mas perguntemos:
– Serão menos dignos e necessários que os de um jovem ou de um adulto?

São “acto futuro” em potência!

São desígnio de possíveis boas obras que Deus nos quererá por eles manifestar!

Enfim, serão gestos e afectos,
passos no caminho do amor!…

VOTE NÃO NO REFERENDO AO ABORTO!

Vale mais uma criança pesar nos braços de uma mãe…

… do que o aborto pesar na sua consciência durante toda a sua vida!

Diga NÃO ao aborto.
Proclame a VIDA,
mesmo que ela seja difícil de se suportar.

As verdadeiras cruzes e evidentes
levam sempre a glórias escondidas!

Dedico a música desta semana a todas as mães que têm consciência que, pelos menos na primeira fase da vida, são as mães que devem voluntariamente “morrer” pelos seus filhos, não são os filhos que devem involuntariamente morrer pelas suas mães! Se o grão de trigo não morrer na terra, é impossível que nasça fruto. CDQUEROLOUVAR-TE

Integração

Muitos projectos não vão adiante…
Muitas vocações não se decidem…
Muitas liberdades não se concretizam…
Muitas pastorais não são apostolicamente eficazes…

… somente porque falta uma «peça» na totalidade do ser da pessoa ou da organização. Por vezes, bastará acrescentar mais um elemento positivo num processo de crescimento, seja ele de cariz psicológico ou outro.
Em muito ajuda o diálogo entre pessoas/instituições, pois não é frequentemente fácil, seja em que âmbito for, ver dentro de si próprio o que falta relacionar, acrescentar ou assumir.

Lectio Divina e Lectio Humana

Na actividade pastoral, conheçam-se e apliquem-se suficientemente, não apenas os princípios teológicos, mas também os dados das ciências profanas, principalmente da psicologia e sociologia, para que assim os fiéis sejam conduzidos a uma vida de fé mais pura e adulta. (Gaudium et Spes 62)
Neste sentido, hoje é cada vez mais necessário, respondendo aos apelos do Concílio, desenvolver uma Lectio Humana em profunda analogia à Lectio Divina. Aproveitando as descobertas das ciências humanas, a pessoa humana é chamada a ser melhor, como por exemplo amar, perdoar, rezar, analizando, para isso, adequadamente as dinâmicas de funcionamento interior e relacionale que facilitam ou impedem a mudança num horizinte de fé.