Espiritualidade Sacerdotal Renovada

A «diocesanidade»

A diocesanidade é o valor espiritual que une o presbítero a um prespitério, desenvolvendo a fraternidade sacramental que são chamados a viver unidos ao Bispo, favorecendo o encontro, o diálogo e a colaboração entre eles.
Parece-me, nesta era da globalização que favorece as relações virtuais entre as pessoas…

Ler mais no novo espaço de partilha e reflexão em Arquivo de assuntos > Clero > Espiritualidade Sacerdotal Renovada

Hoje nasceu o nosso Salvador!

«O sinal de Deus é a simplicidade. O sinal de Deus é o menino. O sinal de Deus é que Ele faz-se pequeno por nós. Este é o seu modo de reinar. Ele não vem com poder e grandiosidades externas. Ele vem como menino – inerme e necessitado da nossa ajuda. Não nos quer dominar com a força. Tira-nos o medo da sua grandeza. Ele pede o nosso amor: por isto faz-se menino. Nada mais quer de nós senão o nosso amor, mediante o qual aprendemos espontaneamente a entrar nos seus sentimentos, no seu pensamento e na sua vontade – aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia que faz parte da essência do amor. Deus fez-se pequeno a fim de que nós pudéssemos compreendê-Lo, acolhê-Lo, amá-Lo.» [Ler mais]
Escutamos, esta semana, Puer natus est nobis, na interpretação dos Monges do Mosteiro de São Domingo de Silos. Escolhi a simplicidade sublime do canto gregoriano; ela ajuda-nos, pela voz humana, a entrar no0 mistério essencial desta Solenidade: “O Menino nasceu para nós!” Demos glória a Deus nas alturas!

Senhora da Esperança

«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.» (Lc 1,39)

Maria, mulher de fé,
és, por excelência, a defensora da vida.
Nesta véspera de Natal,
peço-te por todas as mulheres que estão para ser mães:
são-no, hoje, num mundo que teima em não defender a vida que se esconde nas “entranhas” da Vida;
são-no num tempo de uma débil promoção da vida humana.
Senhora da Esperança,
acompanha estes teus filhos
que temem as “dores de parto” de uma nova humanidade.

Advento poderá ser sempre…

… tempo favorável para saborear a nostalgia de Deus no vértice dos nossos empenhos, na dispersão das mil actividades, no caos da cidade, no burburinho dos escritórios, no barulho das estradas e das fábricas.
É tempo no qual, quase, se torna mais fácil “desejar o desejo”, relativizando outra pequena e imediata aspiração do nosso coração que não seja aquela de desejar um único objecto válido do nosso amor, Aquele que a voz suplicante de um dos profetas do Advento nos apresenta: «Céus deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo; abra-se a terra e brote o Salvador» (Is 45,8).

A PESSOA HUMANA, CORAÇÃO DA PAZ

MENSAGEM DE SUA SANTIDADEBENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2007

1. No início do ano novo, desejo fazer chegar aos Governantes e aos Responsáveis das Nações, bem como a todos os homens e mulheres de boa vontade os meus votos de paz. Envio-os, de modo particular, a quantos se encontram na tribulação e no sofrimento, a quem vive ameaçado pela violência e pela constrição das armas ou, espezinhado na sua dignidade, aguarda o próprio resgate humano e social. [Ler mais…]

Está próximo!…

… Aquele que é mais forte do que eu,
… Aquele que vem baptizar com o Espírito Santo e com o fogo,
… Aquele que tem na mão a pá para limpar a erira, recolher o trigo e queimar a palha. (cfr. Lc 3,10-18)

Alegria!
No cimo da árvore estão prestes a rebentar os frutos.

Escutamos esta semana Vieni, Spirito di Cristo de Lucio Dalla. Esta escolha reflecte a fé de que Jesus veio assumir a nossa humanidade para a “limpar”, pondo em evidência, como num restauro de arte, o que ela tem de bom e para “queimar” aquilo que não ajuda a sentir o amor de que somos destinatários da parte de Deus. Fogo que queima o mal, mas deixa a semente do amor que faz renascer. Vamos melhorar essa pedagogia humana através da pedagogia divina!

Abraços gratuitos!

Enternecer o coração

Um amor verdadeiro não se fecha num sentimento, mas transforma-se numa decisão.
É, enfim, esta a experiência que somos chamados a fazer no Natal:
A conversão do coração que consiste em passarmos de um enamoramento de “mil coisas” a que estamos agarrados a um amor consciente para com Jesus que Se oferece.
Não é a atitude do jovem rico (Mt 19,16) que se apresenta com todo o perfeccionismo, mas que se fecha em si próprio. É a atitude de Santo António de Pádua que tem o Menino nos braços e se enche de uma profunda ternura, sabendo que Este Bem Supremo vai crescer para lhe dar a vida.

A vida está a crescer… a força vem das raízes!…

E quanto mais cresce para baixo, mais se desenvolve para cima!

É assim o mistério do Advento: o terreno está a ser preparado e já começam a aparecer sinais desta coragem de aprofundar as raízes no mistério profundo da revelação divina que na Festa do Natal vem renovar em nós a consciência viva da presença do Emanuel na actualidade da liturgia celerada.

Mas cuidado! Convém não desistir e não recuar, para que, pela perseverança, aqueles folhas verdes não sejam eliminadas pelo vento mundano e possam,pois, tornar-se perenes…

"Endireitai as veredas…"

Tão atraídos pelas luzes que brilham em cima, distraímo-nos das estrelas que iluminam, cá em baixo, o caminho.
Preparar o caminho do Senhor sempre foi e será um grande desafio, até que acabem as desigualdades, essas sim as ravinas que não deixam que aconteça o verdadeiro e completo Natal.
Voltamos a escutar nesta rubrica “uma música para cada semana” o refrão Ubi caritas est vera, Deus ibi est da Missa “Ubi Cartias” de Bob Hurd. Seja ela a “banda sonora” para a liturgia da caridade, a partir deste 2.º Domingo do Advento.