Colóquio pedagógico

O ferro aguça-se com o ferro e o ser humano afina-se no contacto com o ser humano. (Pr 27,17)
As relações sociais provocam um efeito benéfico sobre o ser humano, o qual, pelo contacto com os seus semelhantes, se vai afinando nas palavras e no comportamento.
O mistério humano faz-se concreto e revela-se nas perguntas, inquietações e ânsias que manifesta aos outros através de uma linguegem nem sempre fácil de descodificar. Por detrás dessas perguntas-inquietações-ânsias estão outras que tocam o Mistério de Deus.
O colóquio pedagógico tem por finalidade proporcionar entre o educador e o educando (tenha-se em conta a origem da palavra: e-ducere) um diálogo aberto que à manifestação das questões mais banais e concretas do dia-a-dia se façam corresponder, purificando-as, com as verdadeiras questões reveladas pela Palavra de Deus e que dão resposta directa e contreta à pessoa em crescimento.
Afinal, existe sempre uma Página do Evangelho que se destina como resposta à situação concreta de uma pessoa que busca o seu desenvolvimento!

A «dimensão esquecida»

Falando sobretudo para a formação no enquadramento do acompanhamento vocacional (o que também vale para a formação da pessoa humana em geral), a dimensão do «bem aparente», que constitui grande parte da vida cristã quotidiana, parece que seja a mais esquecida.
É mais frequente estar preocupado na formação de alguém sobre o que possa consistir um problema moral, entre a virtude e o pecado, conflito geralmente desenvolvido no âmbito do consciente (supõe-se que a pessoa tem uma consciência recta!) do que considerar aquela tal área da personalidade que é influenciada pelas forças do subconsciente e que não tem nada a ver com virtude-pecado, mas com o «jogo» que a pessoa tem de fazer no quotidiano para aproximar o bem real de que é portadora com o bem aparente que diante dos outros demonstra
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* Cf. Luigi M. RULLA, Antropologia della Vocazione Cristiana, 1. Basi interdisciplinari, Edizioni EDB, Bologna 1997, pp. 352-360.

Depois de acreitar…

… é preciso amar!

Depois de professarmos a fé como Tomé com as palavras «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20,28), somos convidados a repetir a fé com as palavras de Pedro: «Senhor, tu sabes tudo; sabes que te amo» (Jo 21, 15ss).
Na verdade, depois de se garantir a «ortodoxia» (verdade da fé) e de se praticar a «ortopraxia» (praticar a caridade), precisamos de testemunhar e apoiar a «ortopatia», quer dizer, o equilíbrio da pessoa entre o seu coração e a sua mente, a integração entre a «fides et ratio».
Isto implica ter um coração ardente que seja cada vez menos tardio e lento e se apresse por amar Jesus vivo, pondo toda a nossa existência (mesmo aquela que tentamos esconder) à Sua disposição para que o seu mistério sobre cada um de nós se realize.
Escutamos Amarti de Carlo Cavallin.

Visite Viterbo!

Um lugar que nos transporta para épocas remotas ao nos depararmos com a ausência de mupis publicitários.
A catedral onde os portugueses poderão encontrar os restos mortais do único Papa português, João XXI.
(Clicar na imagem para ver as fotografias.)

Felizes os que acreditam…

… sem terem visto!
Continuamos a escutar Oggi Cristo ha vinto la morte. A Páscoa continua!
Este domingo ajuda-nos a renovar a nossa profissão de fé em Jesus ressuscitado através do testemunho de Tomé.
Ao mesmo tempo alegramo-nos com o 80º aniversário de Sua Santidade Bento XVI. Deus lhe dê muita saúde para nos continuar a ajudar na fé a repetir as mesmas palavras do apóstolo: “Meu Senhor e meu Deus!”
A continuação de uma boa Páscoa (até ao Pentecostes!)

«Tuto está consumado!»

Quer dizer…
É aqui que tudo começa!
Começa a Nova Criação,
Começa a Vida nova,
Nova oportunidade para buscar o Senhor,
não no túmulo, mas na Comunidade
que transmite a fé na ressurreição.
Façamos a “corrida” de regresso dos “túmulos”
do medo, triateza, desespero, incredulidade,
ao encontro da alegria, esperança, fé em Cristo ressuscitado.

Uma santa Páscoa (até ao Pentecostes!)
Escutamos, esta semana, Oggi, Cristo ha vinto la morte Hoje, Cristo venceu a morte

A pessoa não é um problema para resolver…

… mas um mistério a descobrir!

É um desafio este mistério, sobretudo para os educadores, estejam eles em que quadrantes estiverem. Quando a consciência nos começa a ditar o “exame” habitual sobre o que transmitimos ou não transmitimos e sobre a forma como o fizemos, convém não esquecer o seguinte critério de avaliação: de futuro não podemos contestar, na conduta dos educandos, a ausência dos valores que não receberam…

Educar, então, significará “tirar fora” os valores que se encontram dentro do sujeito, liderando um processo desde fora, mas que acontece dentro. Se pensarmos nestes termos, sem anular o efeito dos grupos e das comunidades, sentiremos que é mais importante a pedagogia da indução, ou seja, provocar que o valor se manifeste de dentro para fra do sujeito do que pela dedução que significará ditar os valores e esperar pacientes até que se manifestem.

Educar é ser referência, ou seja, referir valores, incutindo-os mais pela maneira de viver (o famoso exemplo) do que pela menção dos mesmos.

Boa sorte a todos os educadores. No final de contas, também podemos ser referência quando não corre tudo bem e assumimos os nossos erros!

Homenagem a Oscar Romero

«Jamais pregámos a violência. Dó a violência do amor, a que deixou Cristo cravado numa cruz, a que assume cada um para vencer os seus egoísmos e para que não haja desigualdades tão crueis entre nós.
É a vilência do amor, a da fraternidade, a que quer converter as armas em foices para o trabalho.»

Oscar Romero, 27 de Novembro de 1977

Como em cada ano, no dia 24 de Março, muitos cristãos e cristãs de todo o mundo recordam o assassinato de Oscar Romero. – Que tem a vida e a morte deste homem para ser para muitos “um homem de Deus cuja humildade e valentia chamam à conversão, ao compromisso, à acção?”

Voz entre dois silêncios

É assim que Maurizio Costa (S.J.) fala da oração cristã:

«O silêncio eterno do Pai de onde a voz parte e onde termina, e o silêncio do coração do homem, que a recebe e, através da força do Espírito, a restitui como dom de si sempre mais pleno» (Edizioni EDB, Bologna 1998).

São José

Servo do Pai,
Acolhedor do Espírito,
Olhou por Jesus.

Justo e casto,
Ocupado no trabalho, a
Sagrada família sustentou.
Esposo de Maria!