A esperteza de um espírito impuro

[Leitura] Sl 8, 2a.5-9; Mc 1, 21-28

[Meditação] A liturgia deste dia sugere que os espíritos impuros vivem como “parasitas” nas almas dos filhos de Deus, enquanto estes estão sujeitos à vã situação do mundo. Ora, o dicionário define “parasita” como algo que, associado a outro ser vivo, sobrevive à custa dele, prejudicando-o de qualquer modo, sendo supérfluo e inútil. Desta definição se conclui que o ser humano não precisa deste “parasita”, mas é este que precisa do ser humano para “sobreviver”.
No Evangelho, temos a impressão de observar que o espírito impuro tem alguma inteligência, que preferiria chamar de esperteza, uma vez que reconhece a pessoa de Jesus (“Que tens que ver connosco?… Vieste para nos perder?”).
No entanto, à autoridade da voz de Jesus, o espírito impuro sai do homem que oprime. Daquele plural “connosco” e “nos perder” depreendemos que o espírito impuro não sobreviria sem aquele corpo; é limitado, por isso. E é hipócrita, pois ameaça a vida do corpo que o alberga. Acontece como nos filmes ou, infelizmente, na realidade: um atirador que ameaça a vida de alguém à queima-roupa para não ser morto ou ameaçado por outrem.
Mas aquela Voz é eficaz, é a nova doutrina que o espírito impuro não consegue suportar, desarmando-o. Vale mais esta Voz que a voz de todas as ideologias que inlfuenciam negativamente a felicidade da pessoa.
O ser humano é “quase um ser divino” e sê-lo-á plenamente quando aprender a deixar totalmente que Jesus “submeta tudo a seus pés”. A chave está no Espírito que o Senhor partilhou connosco.

O Batismo e a "epifania" da vocação

A universalização da Incarnação do Verbo deu-se sempre com passos pequenos e humildes. Desde o Seu nascimento em Belém, a contemplação dos pastores, a visita dos Magos (eram só três buscadores sábios…), a apresentação a Simeão, etc.
Podemos dizer que a grande “epifania” ou manifestação foi aquela que aconteceu no rio Jordão, onde Jesus “Se deixou” batizar por João. Esta é, de facto, uma grande manifestação, porque revela Jesus já adulto, uma vez saído da intimidade da sua infância e juventude, para iniciar a sua vida pública.
Penso que também acontece assim com todas as pessoas: quando ultrapassamos os limiares que nos desligam da vida privada “imposta” pela dependência da família, então estamos capazes de assumir uma vida pública, aquela em que aparecemos formalmente visíveis a todos através de uma opção fundamental de vida.

Do contacto com o acontecimento da Incarnação, seja na contemplação de Jesus Menino, seja no confronto do Ungido Adulto, a vida de cada um e uma não pode ficar igual. A “epifania” de Jesus não é uma mera questão de transmissão textual ou confinada às tradições de Natal; é uma questão de relação de pessoa a pessoa, através do assumir de um papel permanente e determinante. É o caso de quem, uma vez escutado o chamamento do Senhor e feito um caminho de discernimento, se decide por viver um estilo de vida como o Sacerdócio, o Matrimónio ou a Vida Consagrada. A escolha de uma vocação é o ato de decidir entrar na vida pública. Enquanto este limiar da liberdade, com base numa iniciativa de amor divina, não for umtrapassado, a pessoa continua a viver dependente do contexto de vida privada.
Escutemos o “Filho Bem Amado” e sigamos-Lhe os Seus passos…

Curados mais do que à flor da pele

[Leitura] Lc 5, 12-16

[Meditação] Havia uma marca de produtos laticínios que publicitava os seus produtos com um slogan mais ou menos assim: “… faz bem por dentro e isso vê-se por fora!”. Pois, não é totalmente original, porque a proposta de salvação realizada pelo amor de Jesus Cristo não se fica por uma remoção de mal estar que apareça à flor da pele, como alguns tipos de dermatites ou de lepra. A cura que o Senhro oferece gratuitamente ao leproso é mais do que à superfície: quer que ele seja livre por dentro, desde o seu profundo, e, ainda, restituí-lo à comunidade.
Pode acontecer que, na nossa busca de bem-estar, nos fiquemos somente pela cura da superfície dos problemas da vida física, desconsiderando os dramas da vida psíquica e, ainda, não levando a sério a tão necessária saúde espiritual. Jesus, o Médico total, que nos considera desde a globalidade do nosso ser (não como alguns médicos ou terapuetas que nos reduzem a um… objeto limitado à sua especialidade), oferece-nos uma cura que atinge o profundo do nosso ser, lá onde a história e o pecado podem atingir o núcleo que move para a felicidade que nos está prometida.
Menos mal que Jesus é conhecedor e “guardião” do nosso profundo; só Ele é que conhece o “ADN” da nossa alma e o que nos ajudar a fazer a partir dele, no desenvolvimento daquele ser que ainda haveremos de ser, dentro do projeto do Pai.
O abismo que existe entre o nosso profundo psíquico e espiritual e a nossa epiderme física e comportamental é semelhante ao abismo que existe entre a nossa pequenez e a grandeza de Deus, entre a nossa individualidade e a vida comunitária da fé. Por isso, Jesus pede que a cura se prolongue e confirme, pedindo ao homem curado que se apresente ao sacerdote, como que lhe sugerisse não ser uma ilha e caminhar ao encontro de um terreno partilhado e fértil.

Amar com o mesmo amor

[Leitura] 1Jo 4, 19-5, 4; Lc 4, 14-22a

[Meditação] Na relação do Antigo com o Novo Testamento, costuma-se dizer que o Antigo torna-se patente no Novo e este já está latente no Antigo. No Novo, cumprem-se as promessas do Antigo. Jesus Cristo proclama na sinagoga as palavras do profeta Isaías. E a sua brevíssima “homilia” é, ao mesmo tempo e naquela hora, o cumprimento da profecia.
Hoje, pela Liturgia, somos convidados a colaborar com a atualização do que Jesus iniciou e que, por meio da força do mesmo Espírito, somos capazes de desenvolver quando assumimos a mesma Palavra em nós.
Uma condição para este cumprimento da Palavra de Jesus em nós é unirmos o amor aos irmãos e o amor a Deus num só ato. Este amor é único e tem a sua fonte em Deus; o mesmo amor com que, piedosamente, O queremos amar, deve ser o mesmo com que amamos os nossos irmãos. Sem este correspondência, serão mentira um e outro. Com o amor com que somos amados, somos chamados a amar os irmãos. O amor é só um, porque só uma é a sua fonte, embora se possa amar em diversas modalidades e graus, conforme o estado de vida e as condições em que estivermos. No entanto, como a sua fonte é infinita, não há limites que possamos colocar no amor que colocamos na caridade freterna.

Na realidade o amor, na fantasia o temor

[Leitura] 1Jo 4,11-18; Mc 6, 45-52

[Meditação] Todos nós já, alguma vez, desejámos que Jesus fizesse acontecer alguma coisa para termos a certeza de que Ele existe ou para nos dar um sinal de que precisamos para seguirmos fortes em frente. É compreensível, mas… será que estes desejos nos levam a algum lado?! Certamente que não.
Alimentar este tipo de desejos no nosso coração equivale a obrigar a nossa mente a criar filmes e fantasias, onde fazemos acontecer aquilo que Deus tarda em realizar segundo o que desejámos. Esta tendência afasta-nos da realidade, lugar onde Deus Se quer encontrar, realmente, connosco para nos dizer Quem é, o quanto nos ama e o que espera de cada um de nós. É na realidade que habita o amor!

As fantasias só fabricam o temor, porque, nelas, por melhor que as pintemos, só existem ilusões que não dizem o que verdadeiramente desejamos, nem vemos bem os destinatários ou objetos que desejamos, porque aparecem distorcidos. O resultado é a solidão e o medo.
No amor perfeito não há temor. Quanto pisamos a realidade, com coragem, podemos vir a ter alguns sustos, mas, à medida que nos formos acostumando e confiando, o medo ou o temor irão desaparecer.
Jesus, de facto, é o único que pode contrariar as coisas naturais para vir ter connosco e salvar-nos. Isso pode acontecer a cada momento (Porque será que ontem não terei tido um acidente? Será que Jesus interveio para que não acontecesse?). Na fantasia, somos nós a fazer o guião do filme e a colocar lá as personagens, nem, porventura, damos lugar a Cristo, já que O demitimos por causa da sua aparente inércia.
Viver agarrados à realidade, permite-nos, mais tarde ou mais cedo e se vivermos a sério, verificar a alternância entre o positivo e o negativo. Na verdade, não poderíamos verificar um se o outro não existisse por contraste, uma vez que “a vida não é só um mar de rosas”.

Ensinou demoradamente… Saciou abundantemente…

[Leitura] Mc 6, 34-44; 1Jo 4, 7-10
[Meditação] O povo costuma dizer que “quem dá o pão, dá educação”. Inspira-se na atitude de Jesus que, antes de mandar distribuir o pão multiplicado pela bênção da gratuidade de Deus,”começou a ensiná-los demoradamente”.
É notório, por parte de quem exerce a missão de educar, que só com o amor acontece uma verdadeira educação. Esta implica, de facto, tirar-de-dentro, não só sabedoria, como também o que há de possibilitar o próprio sustento. “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Assim como não se pode “saciar” só a inteligência, também não se pode viver sem o alimento da Palavra de Deus.

O convite a viver “por Ele” significa viver “por amor”, uma vez que “Deus é amor” e amou-nos primeiro, dando-nos o Seu Filho Unigénito, ensinando-nos que no “dar-se” está a verdadeira fonte de humanização e de salvação.
O déficit de vontade naqueles que educamos ou acompanhamos é, porventura, proporcional ao déficit de presença demorada que atenda o espírito e o físico. Nos paízes ricos, há abundância de bens alimentares e “alimentos” da emoção; nos paízes pobres há déficit de alimentos e vontade de aprender mais. Arrisco em afirmar (uma vez observando) que uma das formas que os paízes detentores de riqueza e poder têm de rebaixar os paízes pobres para que estes não lhes tirem esse “pódio” é (através da “dívida”, etc.) tirar-lhes a abundância de alimentos, enfraquecendo a consistência e vulgarização da formação intelectual. Aos paízes pobres, vontade não lhes falta: de sentido, de justiça e de paz, valores alcançados pelo equilíbrio e abundância daqueles bens. Herodes continua a matar… E Jesus, o verdadeiro Rei, a ensinar… e a saciar…

O Reino de Deus, entre a Igreja e as "periferias existenciais"

[Leitura] 1Jo 3,22-4,6; Mt 4, 12-17.23-25

[Meditação] O Papa Francisco exortou-nos a ir às periferias existenciais anunciar o Evangelho do Reino. Pois S. Mateus informa-nos que Jesus iniciou o anúncio do seu Reino precisamente numa periferia: Cafarnaum. Sob esta ação primordial de Jesus e a exortação apostólica do Sumo Pontífice, a Igreja vê-se chamada a “sair” de si mesma, do seu campo de segurança, levando o Evangelho que transporta fielmente a quem não o conhece. No entanto, ainda não é muito fácil: estamos muito dentro dos nossos edifícios, fazemos ações que os nossos interlocutores compreendam, marcamos encontros dentro e poucos fora, etc.

O que será mais difícil para nós: descobrir quais são essas fronteiras ou decidir o que fazer? Pode acontecer que fora do nosso “tapete de arraiolos” fiquemos desarmados e não tenhamos nada mais que… o Espírito de Cristo a ajudar-nos. Continuamos a transportar o tesouro do Evangelho em “vasos de barro”, pois, munidos com tantas dinâmicas, linguagens e tecnologias, ao chegar às fronteiras desconhecidas, não sabemos o que dizer ou fazer. Transportaremos um tesouro do qual ainda não sabemos usufrir bem? É possível: a Palavra de Deus não nos diz somente o que temos de dizer ao fazer, mas também o como. Tanto o conteúdo como a forma estão descritos no Evangelho: Jesus pregava o arrependimento e convidava para o seu Reino; e não dizia só palavras, também curava!
S. João garante-nos que o que pedirmos a Deus Ele nos concederá se cumprirmos os seus mandamentos: acreditar no nome de Seu Filho e amar-nos uns aos outros. Portanto, a fé em Jesus e o amor fraterno são condição para que qualquer ação (dentro e fora) tenha efeito! Pois, se não nos amarmos dentro, o que vamos fazer lá fora? Nada! Não seremos lá chamados…
Mas… se fazemos esta experiência maravilhosa de acreditar em Jesus em coerência com as boas obras da caridade, então, o que estamos a fazer cá dentro? Tímidos?! O que precisamos é, sem medo, de, fiéis a estes pressupostos do Evangelho, repensar linguagens e métodos e ir ao encontro de destinatários concretos. E sair, mesmo!
O que, realmente, quem está nas “periferias existenciais” necessita é de testemunhos credíveis que digam e façam o que Jesus disse e fez. Ou será outro objetivo, o que temos em mente?! O Reino de Deus não estará entre a Igreja e essas “periferias existenciais”? Então que seja este o ponto de encontro!!

Globalizar o Natal, corrigindo o caminho de regresso

[Leitura] Is 60, 1-; Ef 3, 2-3a.5-; Mt 2, 1-1

[Meditação] A atitude dos Magos é, hoje, mais do que precisa. Eles são buscadores do mistério da verdade, à maneira dos investigadores que, obedecendo aos métodos adequados, querem chegar à verdade cientifica. E, uma vez comprovando que essa verdade tem um fundamento, uma fonte, obedecen-lhe até ao fim, defendendo-a e partilhando-a como boa e bela.
A profecia era conhecida por todos, Herodes também ficou a saber dela pelos Magos: a de que viria um rei ou um chefe forte para governar Israel. No entanto, enquanto uns acolhem alegremente a Boa Notícia, como os pastores simples, outros, como Herodes e os seus seguidores, ficam perturbados. Aquele tenta “subornar” os Magos, para que esta verdade, a ser verdade que será um rei forte, tem ficar sob a sua alçada, para que não venha a ficar destronado.

Não nos esqueçamos que este assombro diante do anúncio do nascimento de Jesus também esteve no coração de Maria e de José, etc. No entanto, estes responderam com um Sim generoso, não resistindo ao projeto de Deus, mas, pelo contrário, colaborando com Ele, pois é projeto de vida e de salvação para todos (e não só para alguns!).
Herodes é o protópipo do que, abeirando-se da verdade “verdadeira” (aquela a que, eventualmente, se reconhece força e… veracidade ativa), temem que lhes tire o poder que – apesar de todos sabermos que é falso e fraco, porque gerador de mentira e de morte – não passa de manipulação humana em favor de interesses individuais e mundanos.
Pensemos, por momentos, naqueles cirstãos que estão a ser perseguidos: o seu testemunho é manifestação poderosa; perdem a cidadania terrena, mas confirmam a herança eterna: a do Pai misericordioso que ama a todos.
Inspiremo-nos na oportuna exortação do Papa Francisco de sermos “Igreja em saída”, dinamismo que permita a manifestação de Jesus Cristo a todos os povos; não obstruamos o caminho que, uma vez preparado pelo Advento para nos ajudar a entrar neste Natal, precisa de continuar “direito” ou “aplanado” para levarmos o Amor de Deus Pai presente em Jesus a muitas pessoas do nosso tempo que ainda não O conhecem profundamente.

Testemunhar é – só – mediar Alguém!

[Leitura] Jo 1, 29-34

[Meditação] É curioso que João Batista ainda não conheça Jesus de todo e já O anuncie. Ele mesmo afirmou que não era digno de desatar as correias das Suas sandálias: era porque Ele era antes dele e iria avançar para além dele. Portanto, João Batista, apesar da sua seriedade e coerência, sente-se imperfeito diante d’Aquele que vem depois dele. O Batista sabe que não sabe tudo; e, mesmo assim, sem O conhecer perfeitamente, declara-o “o Cordeiro de Deus” e batiza na água para que os purificados possam, também, reconhecê-Lo.
– Não será que nas nossas comunidades haverá pessoas que têm medo de testemunhar Jesus Cristo só porque acham que O deveriam conhecer melhor?

– Por vezes, não recusaremos o testemunho de alguém, por acharmos que essa pessoa não tem os requisítos mínimos… ou não é tão afamada como deveria?

Acontece, até, não aceitarmos um ministro das celebrações na ausência ou espera do presbítero ou um ministro das exéquias, diácono ou leigo, por acharmos que, ainda que delegado pelo pároco, “não é a mesma coisa” ou “não são tão bem preparados”…? 
Até nos damos ao luxo de querer escolher de entre aqueles presbíteros que Ele prepara e nos oferece como dom para no-Lo partilhar na Eucaristia…
Dá impressão que no presbítero está toda a perfeição e não haveremos de esperar Outro, o Único e Definitivo Pastor, Aquele que nem o presbítero é digno de desatar as correias… do caminhar que é, livremente, o d’Ele até quem mais precisa da Sua libertação. 
Permanecer n’Ele é uma forma de chegarmos a ser o que Ele nos promete. Serve para isso essa relação filial que a todos nos veio permitir com o mistério do seu nascimento.
Falta aos cristãos de hoje, sobretudo aos de tradição católica, um pouco da sabedoria socrática (“eu só sei que nada sei”) para ajudar a procurar, na prática, a renovação de que a Igreja precisa para continuar clamar a manifestação do Cordeiro de Deus que veio para tirar os pecados do mundo. Esquecemo-nos de que, na Igreja, somos todos chamados a ser meramente mediadores de uma graça que tem a sua origem e o seu fim precisos: Ele e o seu projeto salvífico. E esquecemo-nos de que Ele dá a sabedoria e põe as palavras na boca de quem quer, quando e onde for preciso. Mais desertos como o do Batista, precisam-se!

Unificar a humildade e a coerência

[Leitura] 1Jo 2, 22-28; Jo 1, 19-28

[Meditação] Os santos bispos e doutores da Igreja Basílio Magno e Gregório de Nazianzo, pela sua vida e ação no 4º século, são, hoje, para nós exemplo de uma humildade da procura do conhecimento de Jesus Cristo, aliada a uma prática coerente da vida cristã.
Assemelham-se a João Batista, que nos ajudou a abrir e, agora, a fechar este tempo forte de Advento-Natal, uma vez que foi preciso acolher o Deus-Menino e será sempre preciso reconhecê-Lo n’Aquele que se deixa batizar no rio Jordão.
O primeiro desafio da fé é o de acolhermos Cristo, pequenino e adulto, não o negando em circunstância alguma, no que Ele diz e faz. O segundo desafio é levá-Lo à prática, colaborando para que a sua Incarnação se torne patente hoje.
A humildade e a coerência de vida unificadas são, pois, o “termómetro” do cristão centrado em Cristo e testemunha da Sua vida por palavras e por obras, como do dizer do Papa: discípulo missionário.