O Reino de Deus, entre a Igreja e as "periferias existenciais"

[Leitura] 1Jo 3,22-4,6; Mt 4, 12-17.23-25

[Meditação] O Papa Francisco exortou-nos a ir às periferias existenciais anunciar o Evangelho do Reino. Pois S. Mateus informa-nos que Jesus iniciou o anúncio do seu Reino precisamente numa periferia: Cafarnaum. Sob esta ação primordial de Jesus e a exortação apostólica do Sumo Pontífice, a Igreja vê-se chamada a “sair” de si mesma, do seu campo de segurança, levando o Evangelho que transporta fielmente a quem não o conhece. No entanto, ainda não é muito fácil: estamos muito dentro dos nossos edifícios, fazemos ações que os nossos interlocutores compreendam, marcamos encontros dentro e poucos fora, etc.

O que será mais difícil para nós: descobrir quais são essas fronteiras ou decidir o que fazer? Pode acontecer que fora do nosso “tapete de arraiolos” fiquemos desarmados e não tenhamos nada mais que… o Espírito de Cristo a ajudar-nos. Continuamos a transportar o tesouro do Evangelho em “vasos de barro”, pois, munidos com tantas dinâmicas, linguagens e tecnologias, ao chegar às fronteiras desconhecidas, não sabemos o que dizer ou fazer. Transportaremos um tesouro do qual ainda não sabemos usufrir bem? É possível: a Palavra de Deus não nos diz somente o que temos de dizer ao fazer, mas também o como. Tanto o conteúdo como a forma estão descritos no Evangelho: Jesus pregava o arrependimento e convidava para o seu Reino; e não dizia só palavras, também curava!
S. João garante-nos que o que pedirmos a Deus Ele nos concederá se cumprirmos os seus mandamentos: acreditar no nome de Seu Filho e amar-nos uns aos outros. Portanto, a fé em Jesus e o amor fraterno são condição para que qualquer ação (dentro e fora) tenha efeito! Pois, se não nos amarmos dentro, o que vamos fazer lá fora? Nada! Não seremos lá chamados…
Mas… se fazemos esta experiência maravilhosa de acreditar em Jesus em coerência com as boas obras da caridade, então, o que estamos a fazer cá dentro? Tímidos?! O que precisamos é, sem medo, de, fiéis a estes pressupostos do Evangelho, repensar linguagens e métodos e ir ao encontro de destinatários concretos. E sair, mesmo!
O que, realmente, quem está nas “periferias existenciais” necessita é de testemunhos credíveis que digam e façam o que Jesus disse e fez. Ou será outro objetivo, o que temos em mente?! O Reino de Deus não estará entre a Igreja e essas “periferias existenciais”? Então que seja este o ponto de encontro!!

Globalizar o Natal, corrigindo o caminho de regresso

[Leitura] Is 60, 1-; Ef 3, 2-3a.5-; Mt 2, 1-1

[Meditação] A atitude dos Magos é, hoje, mais do que precisa. Eles são buscadores do mistério da verdade, à maneira dos investigadores que, obedecendo aos métodos adequados, querem chegar à verdade cientifica. E, uma vez comprovando que essa verdade tem um fundamento, uma fonte, obedecen-lhe até ao fim, defendendo-a e partilhando-a como boa e bela.
A profecia era conhecida por todos, Herodes também ficou a saber dela pelos Magos: a de que viria um rei ou um chefe forte para governar Israel. No entanto, enquanto uns acolhem alegremente a Boa Notícia, como os pastores simples, outros, como Herodes e os seus seguidores, ficam perturbados. Aquele tenta “subornar” os Magos, para que esta verdade, a ser verdade que será um rei forte, tem ficar sob a sua alçada, para que não venha a ficar destronado.

Não nos esqueçamos que este assombro diante do anúncio do nascimento de Jesus também esteve no coração de Maria e de José, etc. No entanto, estes responderam com um Sim generoso, não resistindo ao projeto de Deus, mas, pelo contrário, colaborando com Ele, pois é projeto de vida e de salvação para todos (e não só para alguns!).
Herodes é o protópipo do que, abeirando-se da verdade “verdadeira” (aquela a que, eventualmente, se reconhece força e… veracidade ativa), temem que lhes tire o poder que – apesar de todos sabermos que é falso e fraco, porque gerador de mentira e de morte – não passa de manipulação humana em favor de interesses individuais e mundanos.
Pensemos, por momentos, naqueles cirstãos que estão a ser perseguidos: o seu testemunho é manifestação poderosa; perdem a cidadania terrena, mas confirmam a herança eterna: a do Pai misericordioso que ama a todos.
Inspiremo-nos na oportuna exortação do Papa Francisco de sermos “Igreja em saída”, dinamismo que permita a manifestação de Jesus Cristo a todos os povos; não obstruamos o caminho que, uma vez preparado pelo Advento para nos ajudar a entrar neste Natal, precisa de continuar “direito” ou “aplanado” para levarmos o Amor de Deus Pai presente em Jesus a muitas pessoas do nosso tempo que ainda não O conhecem profundamente.

Testemunhar é – só – mediar Alguém!

[Leitura] Jo 1, 29-34

[Meditação] É curioso que João Batista ainda não conheça Jesus de todo e já O anuncie. Ele mesmo afirmou que não era digno de desatar as correias das Suas sandálias: era porque Ele era antes dele e iria avançar para além dele. Portanto, João Batista, apesar da sua seriedade e coerência, sente-se imperfeito diante d’Aquele que vem depois dele. O Batista sabe que não sabe tudo; e, mesmo assim, sem O conhecer perfeitamente, declara-o “o Cordeiro de Deus” e batiza na água para que os purificados possam, também, reconhecê-Lo.
– Não será que nas nossas comunidades haverá pessoas que têm medo de testemunhar Jesus Cristo só porque acham que O deveriam conhecer melhor?

– Por vezes, não recusaremos o testemunho de alguém, por acharmos que essa pessoa não tem os requisítos mínimos… ou não é tão afamada como deveria?

Acontece, até, não aceitarmos um ministro das celebrações na ausência ou espera do presbítero ou um ministro das exéquias, diácono ou leigo, por acharmos que, ainda que delegado pelo pároco, “não é a mesma coisa” ou “não são tão bem preparados”…? 
Até nos damos ao luxo de querer escolher de entre aqueles presbíteros que Ele prepara e nos oferece como dom para no-Lo partilhar na Eucaristia…
Dá impressão que no presbítero está toda a perfeição e não haveremos de esperar Outro, o Único e Definitivo Pastor, Aquele que nem o presbítero é digno de desatar as correias… do caminhar que é, livremente, o d’Ele até quem mais precisa da Sua libertação. 
Permanecer n’Ele é uma forma de chegarmos a ser o que Ele nos promete. Serve para isso essa relação filial que a todos nos veio permitir com o mistério do seu nascimento.
Falta aos cristãos de hoje, sobretudo aos de tradição católica, um pouco da sabedoria socrática (“eu só sei que nada sei”) para ajudar a procurar, na prática, a renovação de que a Igreja precisa para continuar clamar a manifestação do Cordeiro de Deus que veio para tirar os pecados do mundo. Esquecemo-nos de que, na Igreja, somos todos chamados a ser meramente mediadores de uma graça que tem a sua origem e o seu fim precisos: Ele e o seu projeto salvífico. E esquecemo-nos de que Ele dá a sabedoria e põe as palavras na boca de quem quer, quando e onde for preciso. Mais desertos como o do Batista, precisam-se!

Unificar a humildade e a coerência

[Leitura] 1Jo 2, 22-28; Jo 1, 19-28

[Meditação] Os santos bispos e doutores da Igreja Basílio Magno e Gregório de Nazianzo, pela sua vida e ação no 4º século, são, hoje, para nós exemplo de uma humildade da procura do conhecimento de Jesus Cristo, aliada a uma prática coerente da vida cristã.
Assemelham-se a João Batista, que nos ajudou a abrir e, agora, a fechar este tempo forte de Advento-Natal, uma vez que foi preciso acolher o Deus-Menino e será sempre preciso reconhecê-Lo n’Aquele que se deixa batizar no rio Jordão.
O primeiro desafio da fé é o de acolhermos Cristo, pequenino e adulto, não o negando em circunstância alguma, no que Ele diz e faz. O segundo desafio é levá-Lo à prática, colaborando para que a sua Incarnação se torne patente hoje.
A humildade e a coerência de vida unificadas são, pois, o “termómetro” do cristão centrado em Cristo e testemunha da Sua vida por palavras e por obras, como do dizer do Papa: discípulo missionário.

Contra a globalização da indiferença, a globalização da fraternidade

[Leitura] Num 6, 22-27; Gal 4, 4-7; Lc 2, 16-21; Flm 15-16; Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz

[Meditação] Hoje é o Dia Mundial da Paz. Santa Maria, Mãe de Deus confere-lhe Solenidade. O Papa Francisco, na sua mensagem, retoma a “abolição da escravatura”: não se trata da já não legalizada, mas daquela subtil escravatura que priva da liberdade em tantos modos de constrangimento a viver em condições semelhantes às da escratatura. A solução é apontada: a “globalização da fraternidade”, que permite reunir esforços que desinibam o limite de competências individuais, potenciar o respeito pela diferença, de forma a se poder devolver esperança a quem perdeu a dignidade de filho de Deus.
Se Cristo nos veio fazer herdeiros da filiação divina, libertando-nos de tudo o que nos oprime, então a escravatura – seja de que causa for ou os fins que sirva – não tem sentido.
Deus faz a sua parte: liberta desde o interior de cada pessoa, com a sua infinita misericórida (á parte do que parece ser impossível para o próprio homem); a cada um de nós, no exterior – nas relações sociais – é dada a missão de cooperar, acolhendo os outros – seja quem for e em que situação estiver – como irmãos.
Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, protege-nos da indiferença que escraviza!

Nesta "última hora": olhar para trás ou para a frente?

Por estes dias do ano, nos jornais, na TV e nas conversas sociais, abundam retrospetivas, umas para se fazer se encerrar o “livro de tombo” do que passou e se fez, outras para se fazer uma análise de conjunto e avaliação do acontecido. Nada mal…
No entanto, à maneira de um carro que tem os faróis virados para a frente e não para trás, a pessoa crente é chamada a acolher a novidade de um ano novo, confiando na Luz que nos vem do Verbo incarnado. Se analisamos e avaliamos o passado, que seja na presença desta Luz da Verdade, senão quisermos correr o risco de não tirar proveito do que se viveu e aprendeu.
Muito do que se diz, nestas horas, quase em grande resumo, pode sem sequer conter o essencial; ou, então, pode acontecer que nem sequer saia exlatada a verdade; muitas vezes sucede, pois, que sejam somente declamações como de uma “pintura nova sobre parede suja” para manter a aparência e apaziguar a consciência, tão necessitada daquela novidade que bate à porta e à qual não se sabe responder sem algum desajeitamento.
Não é por acaso que a figura de João Batista abre o Advento e, também, nos ajuda a abrir a experiância de um ano novo, ele que, conforme nos relata o Apóstolo João no seu Prólogo (cf. Jo 1, 1-18), não sendo a luz, veio “para dar testemunho da luz”, o Verdo, para que acreditemos. Por isso, mais do que presos a análises e avaliações, onde se esconde, por vezes, a mentira do Anticristo (cf. 1Jo 2, 18-21), somos convidados a acolher esta Luz nova com a unção que nos foi dada, a de sermos filhos de Deus.
Que a entrada neste novo ano de 2015 aconteça, pelo menos, com a confiança da Criança que se abandona nos braços de seu Pai! A liturgia do primeiro dia do novo ano, volta a convidar-nos a baixarmo-nos diante deste Emanuel que nasceu pequenino para a todos, fracos e fortes, nos elevar. Portanto, iniciemos o novo ano a olhar para a frente, mas a começar por baixo… porque a Luz que ilumina… é a que vem do Presépio!

Idoso crente: "GPS" atualizado e eficaz para a Libertação

A vida dá muitas voltas e… muitas delas para se voltar ao mesmo sítio de onde se partiu. De facto, há pontos de atração, como só por exemplo, dentro da Igreja Católica: os pais que – mais, menos, pouco ou nada praticantes – levam a batizar os seus filhos; os idosos que  frequentam – em maior número e mais vezes que os mais novos – a Eucaristia.
A profetiza Ana (hebraico “graça”), «filha de Fanuel (hebraico “rosto de Deus”), da tribo de Aser»,vivia ligada ao Templo como um GPS, para ser eficaz, precisa de estar ligado a um ou vários satélites. E não se afastava do Templo!
Para além dessa ligação, esta profetiza, como todos os idosos, tem uma história carregada de experiência. É esta “carga” plurifacetada (“casada… viúva…”) que permite partir para o horizonte a partir do qual queremos vislumbrar e construir a Liberdade, através de uma via concreta e realista.
O que faz permanecer nesta via de enconro com Deus, único capaz de libertar profundamente, é a ligação com o “satélite” da Palavra e não o andar àsa voltas na estrada sem ruto e sem norte.
[cf. 1Jo 2,12-17; Lc 2, 36-40]

Luz de Cristo: a Caridade na Verdade

Queres saber quem és, onde estás e aonde hás de ir? Há uma via que já te foi dada: um mandamento que é testamento. É o Apóstolo João que nos garante, ao dizer-nos: «se alguém guarda a sua Palavra, nesse o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos n’Ele. Quem diz que permanece n’Ele deve proceder como Ele procedeu» (1Jo 3, 2-11).
Podemos entender este texto da 1ª Carta de S. João com o que o Papa Bento XVI nos deixou escrito no n.º 3 da sua Encíclida “Caritas in veritate”:

Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal. Na verdade, a caridade reflecte a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente « Agápe » e « Lógos »: Caridade e Verdade, Amor e Palavra.

A Família de Nazaré e a Cultura do Encontro

O Papa Francisco, por várias vezes, já afirmou: «cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim». Esta exortação encaixa perfeitamente na reflexão para compreendermos a mensagem desta celebração da Festa da Sagrada Família de Nazaré. Os conselhos contidos nas duas primeiras leituras deste dia (Eclo 3, 3-7.14-17a; Cl 13, 12-21) definem uma “gramática” de atitudes que ajudam a promover aquela cultura do encontro no seio da família.
Para isso, as famílias são chamadas a fazer como Maria e José: a consagrarem-se a Deus e a entregar-Lhe o que têm de mais valioso – os filhos e o seu futuro, assim como o seu projeto de vida conjugal (cf. Lc 2, 22-40).

Certamente já ouvios falar no Sínodo sobre a Família, marcado pelo Papa Francisco para se ter hoje uma compreensão maior sobre a situação das famílias, e a polémica à volta de certos temas delicados que, hoje, perturbam as famílias, como por exemplo: o enfraquecimento da fé, o individualismo e as crises matrimoniais, as diversas dificuldades na educação dos filhos, as doenças graves que causam dor a pais e filhos, o envelhecimento dos mais idosos difícil de acompanhar, a pobreza causada por sistemas económicos perversos, etc.
Mais do que nunca, hoje, a Igreja é chamada a anunciar que «Cristo quis que a Igreja fosse uma casa sempre de portas abertas para o acolhimento», pois, por detrás destes dramas também se «abrem janelas de luz nas modestas residências das periferias», luz que brilha e aquece corpos e almas, assim como ajuda a que se faça o encontro.
Para isso, é necessario que se faça um caminho: que é aquele que dá valor à fecundidade entre o homem e a mulher a partir da fidelidade conjugal, assim como a defesa do itinerário da educação da fé dos filhos. A família é, de facto, a partir dos textos desta Festa, uma verdadeira Igreja doméstica.

Rezemos, com os Padres sinodais:

Pai, concedei a todas as famílias a presença de esposos fortes e sábios, que sejam nascente de uma família livre e unida.
Pai, concedei aos pais ter uma casa, onde possam viver em paz com a sua família.
Pai, concedei às crianças serem si nal de confiança e de esperança e aos jovens a coragem do compromisso estável e fiel.
Pai, concedei a todos o dom de poder ganhar o pão com as próprias mãos, de saborear a serenidade de espírito e de manter viva a chama da fé, mesmo no tempo de escuridão.
Pai, concedei a todos nós que possamos ver florescer uma Igreja cada vez mais fiel e credível, uma cidade justa e humana, um mundo que ame a verdade, a justiça e a misericórdia.

Ser discípulo como João: de um amor passivo a um amor ativo

João (Evangelista) é a figura ideal do discípulo, conforme Maria é a figura perfeita da Igreja. Celebra-se hoje, dois dias após o Natal, para aprendermso melhor que o que qualifica o verdadeiro discípulo de Jesus é o verdadeiro e puro sentido de sentir-se amado. Este sentimento é a passividade necessária apra que o discípulo possa fazer a vontade d’Aquele que o ama. Só o Amor pode transformar o coração de forma a que o discípulo possa, depois, correr para a meta objetivada pelo seu Mestre.

Na corrida para o sepulcro do Ressuscitado (cf. Jo 20, 2-8), Pedro e João correm numa competição saudável. João mais tímido, porventura, que Pedro. Talvez este, sem ter nada a perder, queira recompor depressa a correspondência para com esse Amor danificada pelas suas negações!
Ambos “viram” e “acreditaram” que sucede ao ato de “entrar” no sepulcro vazio.
Faltou esta coragem de permanecer a Cléofas e Simão que foram de regresso a Emaús! No entanto, foram estes, iluminados pela Palavra, no caminho, a ter a coragem de convidar o escondido Mestre a entrar, para O verem partir o pão e poderem acreditar.
O anúncio torna-se consequência ativa desta visão do Amor que transforma os corações, para depois se tornar Amor anunciado, já que é este Amor do Morto-Ressuscitado que contém a força que transforma a realidade.