São José abre o Mês de Maio!

É bom repararmos que S. José, esposo de Maria, fica hoje associado à abertura do mês de Maio, que a Ela á dedicado.

Aqui se lembra para este mês uma sugestão que já nos é comum: enquanto trabalhamos para render os talentos que Deus nos deu e dignificarmos a nossa vida, escutemos dos nossos lábios, e de outros, essa “música de fundo” que dá alegria ao ambiente onde trabalhamos: “Avé Maria”.

(Esta semana cantam as “vozes doces” do grupo Libera)

Mistério, Mediação, Continuidade, Método…

… em alternativa a problema, ingerência, descontinuidade e desorientação. Acabámos de viver mais um Dia de Oração pelas Vocações. E a anteceder-lhe a 44ª Semana de Oração pelas Vocações. Mais uma vez a Igreja se mobilizou aqui e além, nos quatro cantos do mundo, nuns mais intensamente do que outros e com várias possibilidades culturais com a problemática das vocações de especial consagração.
Nalgumas programações pastorais a este nível já não se põe só a questão “de especial consagração”, pois começa-se a compreender que as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa não estão em crise somente antes da crise do Matrimónio e da Família, mas também depois, ou seja: carecemos de verdadeiras famílias que sejam ambientes de vida cristã, para ao mesmo tempo serem “ninhos” de vocações.
Parece que também na pastoral da Igreja há “dimensões esquecidas”, como no acompanhamento da pessoa humana em crescimento (conferir post do dia 24 de Abril de 2007 neste Blog). A Igreja, vista durante muito tempo como hierarquia, vai sendo felizmente mais vista e vivida como comunhão, segundo a visão eclesiológica do C. Vaticano II. No entanto, muitas das suas dimensões ainda estão muito sugeitas a “dias”, “semanas” ou a “actividades de secretariado”. Não é negativo! No entanto, não basta!
Em conclusão:
A Pastoral Vocacional não é um problema a resolver, mas é um Mistério da Vida da Igreja;
Não é algo que aconteça sem mediações humanas (ingerência), mas necessita de Mediação;
Não é só uma questão de “dias”, “semanas” ou “actividades” mas exige uma Continuidade na consciência, celebração/oração e vida dos crentes durante “todos os dias”;
Não se compadece com a desorientação, pois temos um rumo certo a procurar e seguir – Jesus Cristo -, caminho, verdade e vida, aventura para a qual precisamos de um itinerário e um Método.
Os estudiosos de pastoral vocacional estão de acordo no seguinte:
«Até às portas da idade moderna e contemporânea, não foi dada suficiente importância, seja no campo exigético-teológico seja no campo pastoral, às palavras e ao convite de Jesus: “A messe é grande e os oprários são poucos; pedi, pois, ao dono da messe para que envie operários para a sua messe” (Mt 9,36-37). Em segundo lugar, considera-se adquirido que a pastoral vocacional como hoje é entendida – como organização sistemática – só no nosso tempo é que chegou a ser uma problemática…»*.
Enfim, a promoção da vocações é, em primeiro e único lugar, dever de toda e inteira Igreja: a começar pela Família – primeiríssimos educadores! -, Educadores, Sacerdotes, Párocos e Bispo Diocesano, através das obras diocesanas integradas por todos os responsáveis e coordenadas segundo a sua autoridade**.
Contemplemos continuamente, rezemos e vivamos, com método, o Mistério da Vocação que a todos nos envolve!
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* Vito MAGNO, «2000 anni di annuncio vocacionale», in: Rogate Ergo, 2007(4), p. 7.
** Cf. Código de Direito Canónico, can. 233.

Palavra de Deus em «standby»?!

Cristãos atarefados com muitas coisas (supostamente importantes!), muitas vezes escutamos a Palavra Deus com um entusiasmo relativo como que a insinuar «está bem, temos de a escutar para a nossa salvação!», em vez de a acolhermos com o grito «que bom! eis a Boa Notícia para nós, hoje» (como fonte de confronto para as não tão boas notícias que vamos vivendo ou observando). Dá impressão, passe o «midrash», que acontece com a Palavra o que costuma acentecer com o nosso computador, para nos poupar energia: depois de um certo tempo de inactividade o sistema entra em «standby» ou em «suspensão».
Contentamo-nos em escutar a Palavra e esperamos que seja o Espírito Santo a fazer o resto (fará mais do que pensamos, certamente!). Mas pergunto-me: será que mesmo contra a nossa inteligência, afectividade e vontade o Espírito Santo entra em acção?… Fica em aberto, embora ouso dizer que não!
O melhor será, como fazemos para que o sistema do computador volte a entrar em actividade, «tocar, simplesmente, numa das teclas» da nossa inteligência-afectividade-vontade para abrir caminho ao Espírito de Deus, agora, sim, operante através dessas nossas faculdades para que a Palavra de Deus alimente e frutifique nas nossas vidas.
Outras «teclas» podem ser apontadas, no enquadramento daquelas faculdades humanas: aprofundar da fé com o estudo, sentir com o coração o que professamos, traduzir a Palavra em obras concretas. Enfim, agir com qualquer das nossas faculdades em atitudes simples e concretas para «desbloquear» o «adormecimento» da nossa vida cristã por vezes tão descontínua e apática.
Passe a graça: pior que «suspender o sistema» da fé é «hiberná-lo»!… (nesta reflexão, qualquer semelhança entre a pessoa humana e o computador é pura coincidência!).
Há que acordar para o Dia: é Páscoa!

Colóquio pedagógico

O ferro aguça-se com o ferro e o ser humano afina-se no contacto com o ser humano. (Pr 27,17)
As relações sociais provocam um efeito benéfico sobre o ser humano, o qual, pelo contacto com os seus semelhantes, se vai afinando nas palavras e no comportamento.
O mistério humano faz-se concreto e revela-se nas perguntas, inquietações e ânsias que manifesta aos outros através de uma linguegem nem sempre fácil de descodificar. Por detrás dessas perguntas-inquietações-ânsias estão outras que tocam o Mistério de Deus.
O colóquio pedagógico tem por finalidade proporcionar entre o educador e o educando (tenha-se em conta a origem da palavra: e-ducere) um diálogo aberto que à manifestação das questões mais banais e concretas do dia-a-dia se façam corresponder, purificando-as, com as verdadeiras questões reveladas pela Palavra de Deus e que dão resposta directa e contreta à pessoa em crescimento.
Afinal, existe sempre uma Página do Evangelho que se destina como resposta à situação concreta de uma pessoa que busca o seu desenvolvimento!

A «dimensão esquecida»

Falando sobretudo para a formação no enquadramento do acompanhamento vocacional (o que também vale para a formação da pessoa humana em geral), a dimensão do «bem aparente», que constitui grande parte da vida cristã quotidiana, parece que seja a mais esquecida.
É mais frequente estar preocupado na formação de alguém sobre o que possa consistir um problema moral, entre a virtude e o pecado, conflito geralmente desenvolvido no âmbito do consciente (supõe-se que a pessoa tem uma consciência recta!) do que considerar aquela tal área da personalidade que é influenciada pelas forças do subconsciente e que não tem nada a ver com virtude-pecado, mas com o «jogo» que a pessoa tem de fazer no quotidiano para aproximar o bem real de que é portadora com o bem aparente que diante dos outros demonstra
*
.
* Cf. Luigi M. RULLA, Antropologia della Vocazione Cristiana, 1. Basi interdisciplinari, Edizioni EDB, Bologna 1997, pp. 352-360.

Depois de acreitar…

… é preciso amar!

Depois de professarmos a fé como Tomé com as palavras «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20,28), somos convidados a repetir a fé com as palavras de Pedro: «Senhor, tu sabes tudo; sabes que te amo» (Jo 21, 15ss).
Na verdade, depois de se garantir a «ortodoxia» (verdade da fé) e de se praticar a «ortopraxia» (praticar a caridade), precisamos de testemunhar e apoiar a «ortopatia», quer dizer, o equilíbrio da pessoa entre o seu coração e a sua mente, a integração entre a «fides et ratio».
Isto implica ter um coração ardente que seja cada vez menos tardio e lento e se apresse por amar Jesus vivo, pondo toda a nossa existência (mesmo aquela que tentamos esconder) à Sua disposição para que o seu mistério sobre cada um de nós se realize.
Escutamos Amarti de Carlo Cavallin.

Visite Viterbo!

Um lugar que nos transporta para épocas remotas ao nos depararmos com a ausência de mupis publicitários.
A catedral onde os portugueses poderão encontrar os restos mortais do único Papa português, João XXI.
(Clicar na imagem para ver as fotografias.)

Felizes os que acreditam…

… sem terem visto!
Continuamos a escutar Oggi Cristo ha vinto la morte. A Páscoa continua!
Este domingo ajuda-nos a renovar a nossa profissão de fé em Jesus ressuscitado através do testemunho de Tomé.
Ao mesmo tempo alegramo-nos com o 80º aniversário de Sua Santidade Bento XVI. Deus lhe dê muita saúde para nos continuar a ajudar na fé a repetir as mesmas palavras do apóstolo: “Meu Senhor e meu Deus!”
A continuação de uma boa Páscoa (até ao Pentecostes!)

«Tuto está consumado!»

Quer dizer…
É aqui que tudo começa!
Começa a Nova Criação,
Começa a Vida nova,
Nova oportunidade para buscar o Senhor,
não no túmulo, mas na Comunidade
que transmite a fé na ressurreição.
Façamos a “corrida” de regresso dos “túmulos”
do medo, triateza, desespero, incredulidade,
ao encontro da alegria, esperança, fé em Cristo ressuscitado.

Uma santa Páscoa (até ao Pentecostes!)
Escutamos, esta semana, Oggi, Cristo ha vinto la morte Hoje, Cristo venceu a morte

A pessoa não é um problema para resolver…

… mas um mistério a descobrir!

É um desafio este mistério, sobretudo para os educadores, estejam eles em que quadrantes estiverem. Quando a consciência nos começa a ditar o “exame” habitual sobre o que transmitimos ou não transmitimos e sobre a forma como o fizemos, convém não esquecer o seguinte critério de avaliação: de futuro não podemos contestar, na conduta dos educandos, a ausência dos valores que não receberam…

Educar, então, significará “tirar fora” os valores que se encontram dentro do sujeito, liderando um processo desde fora, mas que acontece dentro. Se pensarmos nestes termos, sem anular o efeito dos grupos e das comunidades, sentiremos que é mais importante a pedagogia da indução, ou seja, provocar que o valor se manifeste de dentro para fra do sujeito do que pela dedução que significará ditar os valores e esperar pacientes até que se manifestem.

Educar é ser referência, ou seja, referir valores, incutindo-os mais pela maneira de viver (o famoso exemplo) do que pela menção dos mesmos.

Boa sorte a todos os educadores. No final de contas, também podemos ser referência quando não corre tudo bem e assumimos os nossos erros!