Na vocação cristã não há patentes, mas sementes de misericórdia

[Leitura] Am 8, 4-6. 9-12; Mt 9, 9-13

[Meditação] A história da vocação de Levi-Mateus que nos é apresentada hoje pelo Evangelho, na verdade uma autobiografia escrita pelo próprio, é fundamental no “Evangelho da Vocação” para compreendermos que toda o chamamento de Deus requer uma resposta que é sempre caminho de conversão. Esta mesma circunstância do chamamento de Mateus serve para darmos conta de que, diante de Deus, os nossos títulos e patentes de pouco valem, uma vez que no seu Reino não servem para nada. Ora, se o reino já está entre nós, as patentes só serviriam para separar ainda mais os fortes dos fracos, os ricos dos pobres, etc. Ainda bem que não nos compete a nós, cristãos, definirmos as fronteiras do Reino. De outra forma, demoraria pouco tempo até o organizarmos por classes sociais/eclesiais.

A pedagogia de Jesus, que contrasta nitidamente com a dos fariseus, é a de aproximação aos publicanos e pecadores, convidando-os a percorrer um caminho de conversão à vida nova do Reino. Doravante, se os que se consideram “justos” quiserem fazer parte da grande família numerosa do Reino, terão de recuar um pouco atrás à condição de pecadores agraciados pelo Mestre, para perceberem os caminhos pelos quais este Bom Pastor nos conduz aos “redil” do Reino de Deus.

É por aqui que também se pode perceber a sementeira do Reino: pela misericórdia semeada no coração daqueles que Jesus chama, para que estes também possam espalhar o mesmo amor, por palavras e por obras, a todos os que andam dispersos pelo pecado.

[Oração] Sal 118 (119)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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