Jesus responde ao toque da nossa fé com o toque da sua cura

[Leitura] Sab 1, 13-15: 2, 23-24; 2 Cor 8, 7. 9. 13-15; Mc 5, 21-43

[Meditação] A cura que Jesus veio trazer ao mundo é totalmente gratuita e não se faz pagar, nem mesmo por ritos de piedade. Vejamos o caso da hemorroísa, que já sente a cura mesmo antes de Jesus mandar parar a multidão para dar lugar ao testemunho de fé daquela mulher doente havia doze anos. E aquela menina, se calhar, nem sequer conhecia Jesus antes que Ele mesmo lhe pegasse na mão para a levantar daquele leito de morte.

Primeiro ponto importante deste Domingo: Jesus tem o poder de curar as nossas doenças, não só espirituais, mas também físicas!

Segundo ponto: os seus atos de cura não são mágicos, mas respostas à nossa fé, necessária para que Ele se possa manifestar pelo nosso testemunho de vida.

Terceiro ponto: o diálogo terapêutico implica quer a intencionalidade salvífica de Cristo, quer a nossa colaboração nos procedimentos que promovem a saúde, como dar de comer a todos os que precisam de renovar as suas forças ou reconhecer a dignidade de cada pessoa no meio da multidão.

A nossa fé não é importante para a eficiência da cura, mas para que sejamos capazes de percebê-la na nossa vida pessoal concreta! Podemos aplicar esta afirmação aos Sacramentos, que são ações de Cristo na Igreja e a partir da Igreja, que têm consistência em si próprios, independentemente da nossa santidade, porque são a forma mais excelente de nos deixarmos tocar pela Santidade de Deus, cujo poder está muito para além do que vemos com os olhos físicos e cujo alcance é levar-nos a habitar o seu Reino. Neste sentido, a morte física é um mero adormecimento, se aceitarmos fugir da pior morte que é a da fuga de Deus e da sua salvação.

[Oração] Sal 29 (30)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

%d blogueiros gostam disto: